A relação com os filhos

16 de jul de 2013

Pra mim nada estava bom. Se eu estava com o Vítor queria não estar, se não estava, morria de saudades. Durante o dia, tempo que passamos juntos, eu só pensava no trabalho e ficar com ele parecia um fardo. eu tinha a impressão que estava descobrindo o lado B da relação com os filhos.

Pois é, difícil de aceitar, mas essa era minha realidade. Eu achava ruim ter que ficar com meu filho o dia inteiro. Quanto mais os dias passavam, pior ficava a situação, porque o trabalho acumulava e eu simplesmente não conseguia me desligar.

Quando ia para frente do computador não conseguir trabalhar, produzir, porque minha cabeça estava no Vítor e vice versa. Em um desses dias, enquanto ele dormia, resolvi ler blogs de amigas, coisa que não fazia há muito tempo. Li vários posts, de vários blogs, até que cheguei em um que me chamou atenção. Foi o blog More than Words, da Lita.

Nele, ela descrevia como era passar um dia com sua filha. Senti inveja das horas que elas passavam juntas e de como parecia ser tão divertido e feliz o dia delas. No final ela dizia algumas coisas que ela tem sentido falta e que queria mudar e logo pensei: “ela ainda quer melhorar um dia que é tão perfeito?”

Senti tristeza por pensar nos meus dias com meu filho. Por perceber o quanto eu estava desperdiçando aquele precioso tempo que tenho tido com ele. O quanto pensar só no trabalho estava me fazendo muito mal. Como não percebi? Como eu estava deixando tudo aquilo passar?

relação com filhos

Me culpei, chorei e decidi que já tinha passado da hora de mudar. Tenho falado aqui um pouco sobre minha vontade de colocá-lo na escola, em como é hora de ir para a escola e continuo achando que ele realmente precisa ir, mas senti como se eu tivesse chegado no limite e escola agora, só em agosto. Então eu tenho 4 semanas pela frente. Quatro semanas de tempo integral com meu pequeno, que já não é tão pequeno assim. Quatro semanas para fazer delas as melhores! Levá-lo a lugares bacanas, pintar com tinta, desenhar com giz de cera. Rir alto, dançar, pular na cama. Transformar as coisas simples do dia a dia em brincadeiras fantásticas!

Mostrar para ele – e para mim – que é legal ficar em casa, que a relação com os filhos é muito boa e que para isso acontecer devemos perceber o que realmente está acontecendo. Eu não tinha notado o quanto estava prejudicando minha relação com ele.

Como pude?

Dentre tantas palavras amigas, mensagens, um blog, um post me fez perceber um montão de coisas! Eu quero é brincar com ele e quero também, que, talvez, este post também mexa com algumas pessoa, também faça para alguém o mesmo bem que aquele texto me fez!

Beijos,