Amigos de infância para a vida toda

11 de jul de 2013

[publieditorial]

Eu cresci numa rua onde toda casa tinha, pelo menos, uma criança. E quando algumas família se mudavam, os laços de amizades permaneciam. Minha mãe sempre fazia festa para comemorar algumas datas, dia dos pais, das mães, do vizinho, das crianças, Páscoa, Natal… Enfim, estávamos sempre reunidos e crescendo juntos! Com isso levei os amigos de infância para a vida toda!

Assim, ficou como se todos fossem parte de uma mesma família e meus amigos se tornaram como primos para mim. Nós crescemos, cada um tomou seu rumo na vida, mas aquele laço construído nunca foi quebrado. Mesmo que eu passe anos sem encontrar alguém, quando nos encontramos é exatamente a mesma coisa de sempre, a mesma amizade, carinho, atenção.

amigos de infância

Minhas “tias e primas”, amigas de infância, no dia do meu casamento.

Eu amo ter essa relação tão forte com meus amigos de infância, eles me fazem bem e saber que os tenho, a qualquer momento, para contar com o que eu precisar, me conforta sempre.

Por isso, desde que o Vítor nasceu me preocupo se ele também terá amigos de infância. Tenho a sensação que hoje é bem diferente que antigamente, pois as crianças não correm mais soltas pelas ruas, não ficam até tarde brincando. Hoje todo mundo tem medo da violência, de acontecer alguma coisa de ruim e acaba que os filhos ficam mesmo mais dentro de casa.

Como então fazer com que o Vítor tenha essa incrível experiência de ter amigos para toda a vida? O que eu tenho feito é primeiro fortalecer meus laços com as famílias e assim criando uma maior intimidade. Depois trazendo essas pessoas para a minha casa, indo para a casa delas. Assim ele poderá ir criando suas amizades e descobrindo o quão maravilhoso isso possa ser.

Eu quero muito que ele tenha amigos de infância assim como eu e que um dia ele possa dizer, todo orgulhoso, que sabe o que é uma amizade que ultrapassa o tempo e a distância.

Beijos,