Guia de sobrevivência ao 1º mês do bebê

04 de dez de 2014

Ser mãe de primeira viagem é uma das coisas mais confusas que me aconteceu. Isso porque por mais que a gente leia mil coisas, chega na hora nó nos perdemos, o medo bate e a gente acha que nunca ninguém passou por aquilo.

Sem contar que o pensamento “será que é mesmo assim?” ou “não sabia que era tão difícil!” pairava na cabeça o tempo todo. Tinha horas que eu tinha vontade de sair correndo e gritando como uma louca pelas ruas. Parecia que tinha entrado num mundo paralelo de cansaço e que nada, nem ninguém me salvaria dali.

O primeiro mês passou e eu descobri que as coisas não era assim tão ruins. Na verdade descobri que conforme o amor pelo meu bebê crescia, as coisas melhoravam, pois me dava mais gás para continuar aprendendo.

Sei que não vou conseguir expressar em palavras tudo aquilo que é necessário para que você, que será mãe de primeira viagem, saiba exatamente como tudo será, mas pretendo te ajudar a passar de forma mais tranquila e turbulenta por esse início tão desgastante.

Guia de sobrevivência ao 1º mês do bebê

  1. Você não precisa ter uma explosão de amor por seu bebê assim que ele nascer. É normal que o amor venha com o tempo, não se sinta culpada por isso.
  2. O bebê vai chorar e muitas vezes você não fará a menor ideia do motivo. Não se desespere,na dúvida dê peito e colo, pode ser que o que ele mais quer seja o seu aconchego e mais nada.
  3. Amamentar é delicioso, mas no primeiro mês pode ser bem mais difícil do que parir. Dói e pode ser que seus seios rachem e você pense que não sabe fazer aquilo. Você não sabe mesmo, é com o tempo que aprenderá. Seja persistente e saiba que ter dor insuportável não é normal, se o que você sente é algo muito desesperador, procure um banco de leite ou algum especialista em amamentação para te ajudar.
  4. Muitas vezes a vontade de chorar vai ser inevitável: são muitos hormônios, muita mudança, muito cansaço. Chore, chore o quanto sentir vontade. Ponha pra fora tudo o que tiver sentindo, isso vai te aliviar absurdamente.
  5. Ajuda, quando solicitada por você, é muito bem vinda! não precisa querer se fazer de forte, pensando que “eu que fiz, então tenho que dar conta sozinha”, pois no começo não é mesmo fácil! Você vai dar conta sozinha, mas se tiver ajuda no início será muito melhor!
  6. O bebê nunca vai recusar seu peito, mesmo que o choro não seja de fome. Portanto, não dê o peito logo de cara, tente primeiro entender o que está passando, veja se não é outra coisa que ele precisa.
  7. Seu instinto materno é poderoso, não duvide dele! Mas duvide dos inúmeros palpites que receberá sobre qual a melhor forma de cuidar do seu filho. Ninguém saberá melhor do que você!
  8. Quando faltar pouco para o nascimento, vá ao mercado e compre coisas que você precisará por, pelo menos 1 mês. Sair de casa vai ser algo mais difícil nesses primeiros 30 dias e ter tudo a mão vai facilitar demais!
  9. As cólicas começam por volta de 15 dias e podem ou não durar até o terceiro mês, pode ser também que seu bebê não demonstre qualquer desconforto por conta disso. Mais uma vez: observe o que ele quer demonstrar com o choro.
  10. É normal o bebê trocar o dia pela noite, para que ele se acostume mais depressa, deixe luzes bem acesas durante o dia e a noite pouca luz e silêncio.
  11. O bebê não é de vidro: claro que ele precisa de cuidados, mas não tenha medo de manuseá-lo, principalmente no banho.
  12. Cuidado para não super aquecê-lo! Ele precisa de uma peça a mais que você e não de uma roupa muito mais grossa e quente. Nuca suada ou bolinhas vermelhas no rosto é sinal de calor!
  13. Você descobrirá mais rápido do que deseja que seu sono não será mais o mesmo e não é fácil. Do dia pra noite você terá que dormir menos, acordar algumas vezes para dar mamá e seu corpo não vai entender isso tão depressa. É normal se sentir muito cansada, durma quando puder.
  14. O primeiro mês é o mais difícil e cansativo, mas depois que ele passa, tudo ficará mais tranquilo e você começará a ver o quanto é bom ser mãe!

Esse primeiro mês te dará a sensação de que o tempo parou e não vai passar nunca mais, mas quando você menos perceber verá que, ao contrário, quando os filhos nascem o tempo começa a voar muito mais rápido do que gostaríamos!

Beijos,