Mães adotivas

04 de mai de 2011

Mães adotivas

Essa frase “Mãe é quem cria” já se ouviu muito por aí, não é verdade? Que mãe não é somente a biológica ou aquela que põe a criança no mundo, mas sim aquela que dá amor, carinho, educação e respeito.
Pensando nisso, foi que me veio a ideia de escrever sobre as mães adotivas. Mães essas que tem um valor enorme, pois são capazes de amar incondicionalmente crianças que não saíram de seu ventre e dar a elas todo cuidado que os pais biológicos não puderam.
mãe é quem cria
Fonte: Google
Acredito que tanto homens como mulheres se enquadrem aqui, pois o papel materno ou paterno na vida de uma criança não vem necessariamente da mãe (o materno) e/ou do pai (o paterno), pois a função materna é basicamente a de acolher, proteger e dar amor, enquanto a função paterna está mais ligada a educação, a dar limites. Quem já não viu uma mãe fazendo a função paterna e o contrário também?
A adoção pode vim tanto de um homem, como de uma mulher ou até de casais homossexuais e mesmo assim, a criança terá as duas funções presentes, às vezes vindas de uma mesma pessoa.
Adotar é um ato de amor, mas deve ser também um ato consciente. Já ouvi vários relatos de mães que tentaram por muito tempo engravidar e quando desistiram, adotaram uma criança. Passado algum tempo, essas mesmas mães engravidaram, e o filho adotivo foi deixado de lado, como se não fosse mais importante, ou pior, não fosse necessário. Na maioria das vezes em que isso acontece, o pai tenta remediar a situação, mas é muito difícil, pois a criança sente o distanciamento da mãe. Resolver adotar um filho, não é como comprar um animal de estimação e a escolha deve ser feita muito bem pensada e não no momento de desespero por uma criança.
Ser mãe é um dom, ser mãe adotiva é uma benção!
Acredito que muitas pessoas (até eu já me fiz essa pergunta) não tem estrutura psíquica para adotar um filho. Para aceitá-lo de forma verdadeira como integrante da família e mais do que isso, amá-lo como um filho de sangue! Esta é a maior preocupação com relação a adoção e por isso que existem tantas regras para que um casal ou um pessoa consiga adotar.
No Brasil, o número de crianças para adoção é mais baixo do que o de pessoas querendo adotar, mas mesmo assim, muitas e muitas não tem um lar. A resposta para isso é simples, casais preferem crianças brancas e até os 6 meses de idade, diferente da atual situação de muitas delas. Com isso, vão se aglomerando meninas e meninos em orfanatos a espera de um lar, de uma família, de uma vida!
Mesmo não sendo fácil de entender o motivo que leva uma mãe a deixar seu filho para adoção (com exceção das crianças que são tiradas da família por mals tratos), é importante que essa criança cresça em um ambiente saudável, com muito amor e carinho!
Deixo aqui minha homenagem a essas mães adotivas que são tão especiais! Que abriram mão do amor próprio para dá-lo à crianças que não conheciam, dando uma nova chance delas serem felizes e que todos os dias mostram que há um futuro melhor para essas crianças!
Eu acredito que mãe é quem cria, por isso que as mães adotivas são mães de verdade!
Beijos,