365 dias com o Vítor, em retrospectiva

07 de nov de 2012

O primeiro ano de vida do meu filho foi, sem dúvida, o de maiores mudanças na minha vida. Isso porque, apesar de todo mundo saber que um bebê muda tudo, só temos noção disso quando nos tornamos mães.

Eu já disse aqui algumas vezes que nunca imaginei o quanto ficaria cansada e o quanto o início não foi o conto de fadas que eu esperava. Eu realmente não sabia que eu me desesperaria quando o Vítor não parasse de chorar. E que também ficaria morta de cansada e só pensaria em dormir.

Como foi difícil esse choque com a realidade! Percebi que realmente eu tinha alcançado o meu limite de exaustão quando ouvi minha cunhada dizer: “Ué, mas ele acabou de acordar e você já quer que ele durma de novo?” Meu Deus, era verdade: realmente, eu queria que ele dormisse novamente!

Os meses foram se passando e, conforme ele foi interagindo com o ambiente, o meu corpo também foi se acostumando com a minha nova jornada. Aos poucos, tudo foi ficando melhor.

Vieram as risadas, as primeiras papinhas e, com elas, minha ansiedade em ver sua carinha a cada nova fruta que ele experimentava. Vieram as dúvidas: o que eu podia dar, o que ainda não era hora. Eu me fazia, o tempo todo, perguntas e mais perguntas.

Ta aí, a maternidade é isso, uma infinidade de questões que são sanadas com o tempo e logo aparecem outras, transformando nosso dia a dia numa eterna aprendizagem.

O primeiro ano passa tão rápido que, quando notei, meu pequeno já quase não era mais um bebê e confesso que assustei o dia que me dei conta que ele não era mais um recém-nascido.

Desse período, a maior lição que eu levo é de que todas nós somos extremamente adaptáveis. Hoje, dormir durante quatro horas seguidas me faz passar o dia todo – meio com sono – em pé, cuidando do pequeno, sem problemas. Quando ele tinha um mês, essas mesmas quatro horas de sono não eram suficientes para espantar a exaustão que eu sentia!

Me lembro muito bem – e com um certo peso na consciência – o quanto eu pedia para poder dormir, o quanto eu pensava em só dormir. Não queria visitas, não queria presentes, não queria nem ficar com meu filho. Eu queria dormir. Quanto desespero!

Olhando para trás, o que eu faria diferente? Bom, sei que o cansaço é inevitável, mas tentaria ser mais paciente, não me estressar tanto e tentar curtir meu recém-nascido com mais amor e tranquilidade.

Claro que estarei sempre crescendo com ele, sempre reinventando minha maneira de ser mãe e me adaptando às novas situações. Mas o primeiro ano, com certeza, é o mais complexo de todos. Mesmo tendo nove meses de gravidez para nos prepararmos, é do dia pra noite que pegamos aquele pequeno embrulho no colo e descobrimos a maternidade.

Pra mim o primeiro ano foi assim. E para vocês?

Beijos,