A crise da amamentação

22 de mar de 2012

Vítor fez 5 meses e foi agora que tive a pior crise da amamentação. Vou explicar.

Desde antes dele nascer, eu li muuuito sobre aleitamento materno, pois sempre quis amamentar, conseguir os 6 meses exclusivo e dar o melhor início de vida para meu filho. Tive medo demais de não conseguir, dos meus seios racharem, de sentir muita dor, enfim, todas essas coisas que passam pela cabeça das futuras mães.

Eu não preparei meus seios passando pomadas, buchas, tomando sol e tudo mais que falam. Por que? Pura preguiça! Passar bucha doía, tomar sol não dava onde eu morava e eu também não me preocupei em procurar um local ideal. Apostei todas as minhas fichas na pega correta, que, de acordo com o que li, era o diferencial pra uma amamentação tranquila e sem problemas.

E sabe que deu certo? Desde a primeira vez que amamentei, na maternidade, me preocupei em aprender direitinho como era essa pega, toda hora eu interfonava no bercário e chamava a enfermeira pra me ajudar a amamentar, me ensinando como deveria fazer para o Vítor pegar certinho. Em casa também, no começo, estava sempre preocupada, meu parâmetro era “se está doendo ele pegou errado”, aí tirava ele do peito e colocava até não doer.

Até agora estava tudo muito bem, obrigada, até ele começar um briga, na verdade uma verdadeira guerra com o peito! Eu colocava ele e rapidinho ele parava de mamar e começava a chorar. Comecei a achar que não tinha mais leite suficiente, já que meus seios pararam de vazar, que ele estava passando fome e fiquei tão mal que cogitei até a dar complemento.

Graças a Deus conversei com outras mães que me acalmaram até eu ir na pediatra. Graças a Deus de novo a pediatra do Vítor é super a favor do aleitamento e me explicou que é normal essa briga, pois agora ele tem muitas coisas para ver, descobrir e acaba perdendo o foco do mamá. Que também poderia ser pelo fato de no começo sair bastante leite e depois, quando tem que fazer mais força para sugar, ele começava a achar ruim e reclamava. Achei essa teoria bem plausível, já que quando ele reclamava, eu colocava ele no outro seio, que estava cheio e ele mamava tranquilo novamente!

Comecei a reparar também que ele é um bebê muito risonho e apesar de toda guerra com o peito, ele não fica chorando o tempo todo e o mais importante: ele cresceu e ganhou peso!

Pronto, crise contornada e mamãe feliz novamente!!

Mas por que estou contando tudo isso? Porque agora eu entendo como muitas mães acabam se entregando ao complemento sem necessidade. A gente fica numa preocupação só e às vezes o pediatra não colabora e passa logo o LA (leite artificial) e aí “acabou-se o que era doce”. Por isso, se você está passando por esta situação, repare no comportamento do seu filho, veja se ele está chorando o tempo todo, ofereça os dois peitos se achar necessário e veja como ele se comporta. Tente também amamentar em um lugar calmo e tranquilo e verifique o crescimento do seu pequeno.

Aí, se depois disso tudo ele realmente não estiver legal, aí sim opte pelo complemento, mas tendo a certeza que não tinha outro jeito, afinal, o leite materno é tão importante para os bebês, né??

Aqui seguimos firme e forte no aleitamento exclusivo até o 6º mês! Estou feliz, muito feliz! 🙂

Beijos

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