A crise sobre os partos

03 de dez de 2012

Eu sempre tive pânico de sentir dor. Desde que me conheço por gente fui muito sensível a dor, não conseguia fazer escova nos cabelos, porque doía muito, sentava na cadeira do dentista e já falava “dá anestesia!” mesmo quando ele só ia olhar. Enfim, por conta disso nunca cogitei a ideia de ter um parto normal.

Afinal, o que eu sabia sobre o assunto? Parto normal doía, doía muito. Outra coisa é que todo mundo a minha volta falava da cesárea como algo normal, praticamente 100% das mulheres que eu conhecia tinham feito ou fariam a cirurgia, por opção.

Eu não tinha crise com isso, em nenhum momento me questionei. Aí veio a gestação do Vítor, aí veio o blog e aí me deparei com uma coisa que eu não tinha antes: o conhecimento. Por meio de outros blogs e sites, fui descobrindo que o parto normal não tinha esse nome à toa e que o normal mesmo era fazer o PN e não a cesárea.

Li váááários depoimentos de partos, de todos os tipos possíveis e comecei a me questionar sobre qual seria o meu. Meu GO sempre me deu a opção de fazer um ou outro, só me pediu um exame cardiológico, já que eu tinha problema no coração, para atestar que eu poderia passar por um PN sem problemas.

Estava ali a minha (in)segurança. Me agarrei a esse laudo cardíaco como se ele fosse minha única salvação para fugir do parto normal. Eu não queria passar dor, eu não queria ficar na ansiedade esperando o dia que meu filho fosse nascer, eu não queria correr o risco dele nascer com problemas (porque ouvi isso de vários médicos), enfim, eu queria uma cesárea e precisava de uma desculpa, pra mim mesma, do porque.

Quem acompanha o blog sabe que a data do parto foi agendada com uns 10 dias de antecedência. Meu marido não estava na mesma cidade que eu e outro medo bateu: o dele não chegar em tempo. Então, decidi que marcaria a cesárea para o dia que o Vítor já estivesse maduro para nascer. Como eu saberia disso?

Bom, meu médico disse que geralmente com 38 semanas e meia o bebê já está pronto, mas que mesmo assim ele me faria um exame (vou procurar saber o nome dele) um dia antes do parto para ter certeza que ele já poderia nascer.

Tudo bem, marquei a cesárea e fiquei tranquila. Lembro que nos últimos dias me sentia extremamente cansada e não via a hora do Vítor nascer.

Fui um dia antes no consultório fazer o tal exame e depois que o médico disse que o Vítor já estava pronto (eu estava de 38 semanas e meia) fiquei tranquila para o dia seguinte. Fui beeem tranquila pra cirurgia, já que eu sempre preferi anestesias e nunca tive problema com hospital, essas coisas.

Estava tudo certo, até meu pequeno nascer e eu olhar pra ele. A primeira coisa que eu pensei foi “não era a hora dele ainda! Ele não estava pronto! Ele é muito pequeno!”. Até hoje eu tenho isso na cabeça, que não era hora dele nascer.

Naquela época eu não sabia que poderia esperar até as 42 semanas e tudo mais. Hoje, com tantas informações, percebi que entrei em crise, não sei como quero que o próximo filho nasça. Percebi que preciso resolver isso comigo mesma antes de engravidar novamente.

De uma coisa eu tenho certeza: seja cesárea ou normal meu próximo filho só nascerá quando ele quiser, quando ele me avisar que já está na hora!

Vou conitnuar lendo, pesquisando. Marquei consulta com uma GO (que eu sei que é a favor da cesárea) e vou marcar com uma que só faz PN. Quero conversar, tirar dúvidas e como eu já disse em um outro post: ver qual me deixará mais segura, porque pra mim, isso que é um bom parto, o que a mulher está segura da sua decisão!

Quando vocês escolheram qual parto seria, tinham todas as informações necessárias para isso?

Beijos,