A crise da gestação

15 de abr de 2011
Ontem tive a crise de “ninguém me ama, ninguém me quer”.
Vou explicar melhor, não aconteceu nada demais pra que esses pensamentos viessem, eles simplesmente apareceram e eu comecei a achar que meus amigos não eram mais tão amigos assim, que minha família não queria mais falar comigo, que meu marido era desnaturado e pequenas coisas me deixaram extremamente chateada. Aí parei e pensei “Não é que as mulheres grávidas ficam mais sensíveis mesmo?”
a crise
Fonte: Google

Pela primeira vez, percebi que minha sensibilidade mudou mesmo e que as vezes ela dá uma piorada, tipo uma TPM 10X mais forte. Sempre me falaram que existia a crise da gestante, mas nunca achei que fosse tão assim.

Eu não pensei que o mundo acabaria e que era o fim, mas me deu uma saudade absurda de pessoas que estão longe e daquelas que já se foram, de momentos vividos e que não voltam, das festas de família, da casa de praia, da casa do meu vô e de tudo que ela significa (eu e ele éramos um grude). Foi uma explosão de sentimentos que pareciam não caber em mim!
Eu, como psicóloga, comecei a tentar me auto-analisar pra entender o porque disso tudo. Não cheguei a conclusão nenhuma, a não ser uma preocupação: Até que ponto eu estou certa e onde começa o exagero?
Eu fiquei realmente preocupada com isso, porque posso cometer enganos caso não consiga separar o drama das fatos reais. E como isso é difícil, pois a situação realmente me causou dor e tristeza, como se tudo aquilo não tivesse nada de drama.
Hoje eu já estou no meu estado normal (caaalma lá com o que você vai dizer, a crise pode voltar a qualquer momento, hehehe) e acordei achando até um pouco de graça em tudo isso.
É engraçado e estranho como a gravidez pode desencadear sensações antes não sentidas, de você querer que todo mundo te olhe e te trate diferente (pra não ficar dúvidas, quis dizer no sentido dos amigos e família se preocuparem sempre em saber como você e o nenê estão, como andam as coisas) , afinal você está grávida!
Sei que muita gente vai ler esse meu desabafo e vai rir ou pensar “quanto exagero!” e pode ser que seja mesmo, mas só ficando grávida (homens, compreendam, mas não tentem entender) pra saber o que se passa. É muita confusão entre coisas pro nenê, sentimentos por uma pessoinha do tamanho do meu dedo polegar (no momento) que trás tantas mudanças, tanto físicas como psicológicas.
Virar mãe é deixar de ser filha, é não pensar só em você pra pensar em alguém mais importante e que tem dependência total sua, é analisar o dinheiro no banco e poupar o máximo que der pra dar o maior conforto possível ao nenê que está chegando, é se preocupar com o que vai comer e se de alguma forma isso afetará o pequeno, é querer só ter pensamentos positivos e ficar alegre a maior parte do tempo (mesmo com tantas preocupações) pra que ele nasça perfeito(não dizem que o nenê sente tudo que a mãe sente?), é não ter a mínima ideia de como começar a comprar o enxoval (no meu caso que sou mãe de 1ª viagem), é rezar todo dia pedindo que tudo dê certo, mesmo pra quem não tinha o costume de conversar com Deus como eu, é acreditar que o mundo vai melhorar e que ele terá um futuro brilhante, enfim, por tudo isso, eu acredito que  a gente começa a ser mãe a partir do momento que descobrimos a gravidez, pois nossas preocupações, dúvidas e principalmente o AMOR INCONDICIONAL por aquele novo coração que bate dentro de nós aparecem no positivo de um exame e não só quando o bebê está no nosso colo.
Consegui passar um pouco sobre porque nossas emoções ficam à flor da pele?? Acho que Deus (ou no que você acreditar) fez a gestação durar 40 semanas justamente pra gente assimilar tantas mudanças e emoções, porque quando ele nascer, com certeza virão muitas outras pra gente aprender a lidar!
Estou louca ou vocês também se sentem assim?
Beijoss a todas!!