A dor e a delícia de termos um irmão

23 de jan de 2013

Eu tenho um irmão 3 anos mais velho que eu e nossa relação nunca foi de muitos amores. Vivíamos brigando e quando decidi fazer faculdade em outra cidade foi basicamente porque não queria mais viver naquela situação. Eu sofria muito com nossas discussões.
Foi, na verdade a melhor coisa que eu fiz, pois depois de um tempo nosso relacionamento melhorou muito e nos tornamos bons amigos. Hoje ele até é o padrinho do Vítor.

Apesar de todas as brigas, eu sempre achei muito bom ter um irmão. Adorava quando alguém me perguntava “Ah, você é irmã dele?” Também gosto do fato de não ser somente eu a filha de meus pais. Vários amigos dele se tornaram meus amigos também e aprendi muito com ele.
E esse é um dos motivos para eu querer ter outro filho.

Claro que a vontade de ser mãe novamente bate. Eu costumo compará-la a uma tatuagem: dói, dá trabalho, mas a gente vicia e quer sempre mais uma. Nunca conseguir pensar em como deve ser a vida de um filho único, sem ter um irmão/irmã para poder contar, depois ter sobrinhos e toda aquela coisa de família.

Ainda mais porque conheço tantos irmãos super amigos desde pequenos, ainda aqueles que têm idades mais próximas. Acredito que meus filhos também poderão ter este tipo de relação saudável.

Conheço muitas mães que tem 1 filho e estão feliz com esta decisão. Eu não discordo, pois acredito que cada um deva fazer aquilo que acha certo. Mas eu quero sim que o Vítor tenha irmãos. Alguém para contar, brincar, aprender a dividir, a amar.

A vida nos dá muitos amigos/irmãos, mas acredito que o amor de um irmão mesmo, que cresceu na nossa casa (mesmo se for adotivo), com os mesmo pais, tem muita diferença.
O que vocês acham sobre isso? Também pensam em um próximo filho por este ângulo?

Beijos,