A importância da estimulação em bebês

02 de maio de 2012

Quando temos um bebê em casa, muitas vezes, nos sentimos perdidos sobre o que fazer com ele. O bebê ainda não responde a muitos estímulos e a gente parece que faz tudo e é inútil. Saiba que não é bobeira estimular o bebê, pelo contrário, é muito importante!! Veja só os motivos que a Amanda, fisioterapeuta, escreveu para gente sobre a importância de estimular os bebês!

A importância da estimulação em bebês

– O bebê, quando manipulado corretamente o mais cedo possível, ganha maiores possibilidades de se desenvolver. A capacidade intelectual de um bebê depende 70% dos estímulos recebidos nos primeiros anos de vida e apenas 30% da herança genética.

– O aprimoramento motor é o ponto de partida de todo o desenvolvimento da criança.

– As sensações, percepções, capacidades e habilidades corporais são desenvolvidas a partir da recepção de estímulos do meio externo.

– É importante aproveitar os momentos certos, ou seja, a fase de maior potencial de desenvolvimento cerebral (do nascimento aos 3 anos) para maximizar as potencialidades de cada criança.

– A estimulação contribui no desenvolvimento das células nervosas. Outro motivo está ligado ao aspecto afetivo, uma criança que é estimulada desde bebê tende a ter mais facilidade nos seus relacionamentos afetivos e na sua forma de lidar com o ambiente social.

– Há fases do desenvolvimento motor pouco vivenciadas. O estímulo faz com que os bebês vivenciem estas fases pois certas habilidades perdem-se se não forem aproveitadas no período adequado. Evita-se que o bebê pule etapas importantes como o engatinhar por exemplo.

– A educação psicomotora deve ser praticada desde a infância como uma educação de base e com ela a criança é capaz de tomar consciência de seu corpo, da lateralidade, de situar-se no espaço, de dominar seu tempo e adquirir uma boa coordenação de seus movimentos.

– A estimulação deve ser num espaço de descontração, onde a criança deve estar aceitando os estímulos oferecidos e aprendendo com os mesmos, dentro dos seus limites maturacionais e físicos. Os estímulos devem ser oferecidos em pequenas doses, de forma prazerosa sem causar na criança um cansaço ou stress.

– Através de diferentes exercícios pode-se oferecer variados estímulos sensoriais e motores. A criança explora o espaço, vivenciando diferentes situações de posição.

– Deve -se trabalhar movimentos corporais e habilidades específicas de cada fase de desenvolvimento (rolar, sentar, arrastar, engatinhar, andar, etc)

– As crianças precisam de um ambiente estimulante e desafiador para desenvolver atividades que não tenham a oportunidade de vivenciar no seu cotidiano. É importante ter acesso a brinquedos e objetos coloridos de diferentes tamanhos, texturas, formas, etc.

– A criança passa a ter atenção e entusiasmo para conhecer coisas novas.

– Cada criança tem o seu próprio ritmo para adquirir conhecimentos e habilidades.

– As brincadeiras, a atenção e as trocas com os pais e outros bebês são mais estimulantes para o cérebro infantil que atividades isoladas com figuras ou brinquedos. Toque o seu filho, brinque, cante, fale com ele. Não há estímulos que se comparem a estes.

Texto escrito por: Amanda de Carvalho

Fisioterapeuta Especialista em Fisioterapia Neonatal e Pediátrica

http://www.criancaemfoco.com.br

 

Super bacana, né?

Beijos