A importância do pré-natal

15 de jun de 2011

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Eu sempre assisto o canal Discovery Home and Health e um dos programas que eu mais gosto se chama “eu não sabia que estava grávida”. Alguém já assistiu?
É muito interessante, pois conta história de mulheres que só descobriram a  gravidez quando entraram em trabalho de parto e sempre tem algum médico dando explicações sobre porque aquela mulher não conseguiu identificar a gravidez.
Os motivos são diversos, doenças que esconderam os sintomas da gestação, obesidade, sangramento confundido com menstruação, entre outros.
Nos casos que assisti, todas as mulheres tiveram seus bebês saudáveis e elas também estavam bem, mas na verdade é um grande risco passar toda a gestação sem saber que está grávida. O pré-natal é essencial para qualquer gestação. Vocês podem pensar “ah, mas então por que não aconteceu nada com essaa mulheres e seus bebês?” Eu diria: pura sorte!
Elas praticaram exercícios pesados, trabalharam carregando peso e não tiveram uma dieta alimentar adequada para a gestação, o que poderia ter ocasionado problemas sérios aos bebês e a elas próprias. Sem contar as que tiveram problemas durante a gestação e por não saberem da existência do bebê não puderam tratar. Por isso, não deixe de fazer o acompanhamento pré-natal de forma alguma, não falte as consultas e nem pule exames. Lembre-se que tudo isso é para garantir a sua saúde e a do seu filho.
Uma leitora, a Carol, me informou que O Estatuto da Criança e do Adolescente asseguram alguns direitos com relação ao pré-natal, olhem que interessante:
LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. Titulo 1 Capitulo II:Art. 8º É assegurado à gestante, através do Sistema Único de Saúde, o atendimento pré e perinatal.
§ 1º A gestante será encaminhada aos diferentes níveis de atendimento, segundo critérios médicos específicos, obedecendo-se aos princípios de regionalização e hierarquização do Sistema.
§ 2º A parturiente será atendida preferencialmente pelo mesmo médico que a acompanhou na fase pré-natal.
§ 3º Incumbe ao poder público propiciar apoio alimentar à gestante e à nutriz que dele necessitem.
§ 4o Incumbe ao poder público proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe, no período pré e pós-natal, inclusive como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal.
(Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência
§ 5o A assistência referida no § 4o deste artigo deverá ser também prestada a gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência
Art. 9º O poder público, as instituições e os empregadores propiciarão condições adequadas ao aleitamento materno, inclusive aos filhos de mães submetidas a medida privativa de liberdade.
Art. 10. Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e particulares, são obrigados a:
I – manter registro das atividades desenvolvidas, através de prontuários individuais, pelo prazo de dezoito anos;
II – identificar o recém-nascido mediante o registro de sua impressão plantar e digital e da impressão digital da mãe, sem prejuízo de outras formas normatizadas pela autoridade administrativa competente;
III – proceder a exames visando ao diagnóstico e terapêutica de anormalidades no metabolismo do recém-nascido, bem como prestar orientação aos pais;
IV – fornecer declaração de nascimento onde constem necessariamente as intercorrências do parto e do desenvolvimento do neonato;
V – manter alojamento conjunto, possibilitando ao neonato a permanência junto à mãe.
Lei de Triagem Neonatal, Portaria GM/MS n.º 822/GM Em 06 de junho de 2001 – Teste do pézinho
Art. 1º Instituir, no âmbito do Sistema Único de Saúde, o Programa Nacional de Triagem Neonatal / PNTN.
§ 1º O Programa ora instituído deve ser executado de forma articulada pelo Ministério da Saúde e pelas Secretarias de Saúde dos estados, Distrito Federal e municípios e tem por objetivo o desenvolvimento de ações de triagem neonatal em fase pré-sintomática, acompanhamento e tratamento das doenças congênitas detectadas inseridas no Programa em todos os nascidos-vivos, promovendo o acesso, o incremento da qualidade e da capacidade instalada dos laboratórios especializados e serviços de atendimento, bem como organizar e regular o conjunto destas ações de saúde;
§ 2º O Programa Nacional de Triagem Neonatal se ocupará da triagem com detecção dos casos suspeitos, confirmação diagnóstica, acompanhamento e tratamento dos casos identificados nas seguintes doenças congênitas, de acordo com a respectiva Fase de Implantação do Programa:
a – Fenilcetonúria;
b – Hipotireoidismo Congênito;
c – Doenças Falciformes e outras Hemoglobinopatias;
d – Fibrose Cística.

LEI Nº 12.303, DE 2 DE AGOSTO DE 2010 – Teste da orelhinha

Art. 1o É obrigatória a realização gratuita do exame denominado Emissões Otoacústicas Evocadas, em todos os hospitais e maternidades, nas crianças nascidas em suas dependências.

(Fonte: Ministério da Saúde e Portal da Legislação)


Não sei vocês, mas eu desconhecia essas leis que nos asseguram tantos direitos! Eu adoro saber todos os meus direitos – assim como minhas obrigações – pois somente dessa forma que eu posso exigir que eles sejam cumpridos.
Obrigada Carol por ter passado este conhecimento, possibilitando que eu transmita a todas as leitoras do blog!
Quero aproveitar para dizer que se você tiver alguma informação – sobre qualquer assunto – que considera importante para as gestantes, mande para o meu e-mail: vidadegestante@hotmail.com
Espero que tenham gostado!
Beijos