A solução do problema

09 de jul de 2011
Este é um e-mail que recebi de uma leitora e pedi para publicar para vocês. Acredito que a experiência de um pode ajudar muitos outros.
Meu nome é Maria Alice*, tenho uma filha de 6 meses e sou casada há 2 anos. Meu casamento sempre foi muito bom e meu relacionamento com meu marido também. Nos damos super bem, somos companheiros mesmo. Quando engravidei foi uma alegria só, pois já queríamos um filho e todos comemoraram. Meu marido sempre falava que queria ter primeiro uma menina e morria de medo de ser menino, mas felizmente era nossa Luíza que estava a caminho.
Foi tudo super tranquilo na gestação, íamos em todas as consultas e exames juntos, curtíamos cada evolução. Quando Luíza nasceu foi outra grande alegria, pois vimos nosso sonho ser concretizado.
Com o passar dos dias comecei a perceber meu marido estranho. Ele parecia desligado, trabalhava sempre até mais tarde e não se interessava muito por Luíza. Achei que fosse normal de qualquer pai de primeira viagem, mas conforme ela fo crescendo, isso foi piorando.
Quando ela estava com 4 meses percebi que realmente tinha algo de errado, pois ele parecia um irmão mais velho com ciúmes, sempre querendo minha atenção pra tudo e tentando me deixar longe da nossa filha. Eu tentei aproximar os dois, sempre chamando ele pra aprender a dar banho, trocar de roupa ou até mesmo pra me olhar dando de mamar, mas nada estava adiantando.
Pensei muitas vezes que ele não me amava mais e nem amava nossa filha, fiquei tentando entender  que havia acontecido de errado para que ele tivesse mudado tanto. Várias e várias vezes tentei conversar com ele, mas nem ele mesmo sabia dizer o que estava acontecendo, falava que eu não precisava ficar tanto assim com a criança (ele chamava ela assim “a criança”) e que talvez eu tivesse exagerando no cuidado com ela.
Não chegamos a brigar feio por causa disso, mas fui sentindo que nosso relacionamento estava se desmoronando.
Isso aconteteceu até essa semana, quando, lendo seu blog, me deparei com o texto sobre a depressão pós parto masculina. Na hora que eu li comecei a chorar e senti que era isso que ele tinha. Finalmente uma luz no fim do nosso túnel, uma resposta para comportamentos tão diferentes. Passei o dia pensando sobre isso, liguei pra uma amiga psicóloga que me falou melhor sobre esse problema e disse que realmente poderia ser isso.
Quando meu marido chegou em casa eu estava radiante e falei “Acho que descobri o que você tem”. Ele ficou um pouco surpreso, mas aceitou ler o artigo. Ele não tinha nem chegado no final e já disse “é isso, é isso”. Você não imagina o quanto ficamos aliviados. Claro que os sintomas continuam aqui com a gente, que não basta ele ler para resolver, mas depois disso procuramos um psicólogo para ele começar o tratamento.
A consulta é só semana que vem, mas temos certeza de que é isso e que agora tudo irá melhorar.
Ontem peguei ele olhando para Luíza no berço e dizendo “Filha, me desculpe por tudo, mas o papai vai sarar por você!” Claro que chorei horrores, né? Foi muito lindo de ver!
Agora sei que ele nos ama muito e que não tem nada de errado com nosso relacionamento. 
Queremos agradecer muito a você por sempre procurar matérias e publicar aqui, tenho certeza que assim como nos ajudou, você continuará ajudando muitas outras pessoas.
*Nome fictício, pois a leitora pediu para não ser identificada.
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Linndo o relato dela, né gente? Eu fiquei emocionada de ler e saber que pude ajudar alguém! Espero continuar sempre e sempre ajudando quem precisa !
Beijos