A tal crise dos 8 meses

27 de jul de 2012

E não é que hoje me toquei que o Vítor está passando pela crise dos 8 meses? Sim, sim, ele já está com 9. Não, ainda não passou. sim, eu ando morta de cansada. Eu sei, vai passar um dia.

Vítor não ter dormido bem – eu também não – acorda demais e só quer meu colo. Se ele reclama e no meu lugar vai meu marido, é berreiro na certa e lá vou eu pegar ele e perder mais, pelo menos, 1 hora de sono. Durante o dia, se ele não me vê começa a gritar, gritos agudos e bem altos, aí eu falo com ele, falo que já vou indo e ele para por uns 5 minutos e começa de novo. Quando me vê é uma alegria tão grande que não tem nem como não ganhar um sorriso meu  – e meu colo.

Pesquisando na net encontrei um ótimo texto no blog da Pri, o Pequenos Mimos, sobre a crise e algumas coisas para melhorá-la. Algumas das dicas eu já venho tentando fazer por aqui, vamos ver se logo ele passa por essa fase e tudo se normaliza.

A crise dos 8 meses

(Texto retirado do livro ‘No-Cry Separation Anxiety Solution: Gentle Ways to Make Good-Bye Easy from Six Months to Six Years’ de Elizabeth Pantley (Editora McGraw-Hill, 2010).

A famosa crise dos 8 meses se dá  porque o bebê desta idade apresenta novas reações à ausência materna, este sentimento de separação da mãe ocorre quando o bebê descobre que ele e a mãe são indivíduos distintos e não uma unidade.
A partir do momento que bebês tomam ciência do mundo ao seu redor eles começam a formar relações importantes com as pessoas em suas vidas. Eles aprendem rapidamente que certas pessoas são vitais para sua felicidade e sobrevivência. Bebês não tem a habilidade de entender como o mundo funciona, então eles não sabem o que faz essas pessoas aparecerem e desaparecerem. Quando as pessoas especiais para eles não estão a vista, eles não tem como saber que seus amados sumiram para sempre, e então eles expressam sua preocupação da maneira usual: chorando e se agarrando.
Outra consideração que deve ser feita é que essa separação e angústia são extremamente saudáveis e necessárias ao desenvolvimetno do bebê. A figura do pai entra de vez nessa relação, trazendo ao filho uma amplitude de relacionamento.

O pai participa dos cuidados com o filho, brinca com ele, o alimenta, demonstrando que os cuidados de pai e de mãe são parecido mas possuem algumas diferenças.

Aqui algumas dicas de como ajudar seu bebê a se adaptar a situações de separação sem ansiedade.
1- Pratique separações rápidas e diárias


Durante seus dias juntos crie oportunidades de expor seu bebê a separações visuais breves, seguras e rápidas (brincar de esconder o rosto e logo reaparecer é ótimo, eles adoram!). Esse processo é particularlmente útil para bebês super grudados ou ‘high needs’, que precisam estar muito perto de você o tempo todo. Comece incentivando que seu bebê brinque com um brinquedo interessante ou outra pessoa. Quando seu bebê estiver feliz e distraído com o brinquedo ou pessoa, caminhe calmamente e lentamente para outro quarto. Assobie, cante, murmure uma canção ou fale, de modo que seu bebê sabia que você ainda está por perto, mesmo que não possa te ver. Pratique essas separações breves algumas vezes ao dia numa variedade de situações diferentes.
2- Evite a transferência de colo para colo


É muito comum passar o bebê do colo de um cuidador para outro. O problema é que cria ansiedade no bebê sair da segurança dos braços da mãe e ser fisicamente transferido para os braços de outra pessoa que lhe é menos familiar. Essa separação física é a mais extrema na mente do bebê e que mais traz ansiedade de separação.
Para reduzir as sensações físicas de ansiedade que são produzidas na transferência de um bebê dos braços de uma pessoa para outra, faça a mudança com seu bebê num lugar neutro, como o bebê brincando no chão ou sentado numa cadeirinha, cadeirão de alimentação ou bebê conforto. Peça para o cuidador sentar do lado de seu bebê e interagir com ele, enquanto isso você fala um ‘tchau’ rápido porém positivo, num tom feliz. Assim que você sair é um bom momento para o cuidador pegar seu bebê no colo.
A vantagem é que o cuidador vai ser colocado na posição de ‘salvador’ e isso pode ajudá-los nessa relação.
3- Entenda a ansiedade de separação como um sinal positivo!

É perfeitamente normal- até maravilhoso- que seu filho tenha esse bom apego e que ele/ela desejem essa proximidade contigo e sua presença constante.
Parabéns!!: isso é evidência de que o laço afetivo que você criou desde o início está seguro.
Então ignore educamente as pessoas que te dizem o oposto.
Relaxar em suas expectativas de independência certamente irá ajudar seu bebê a relaxar também e a ter menos ansiedades nas horas de separação entre vocês.

Alguém está passando ou passou por isso? Demorou muito pra tudo voltar ao normal??

Beijos,