Aprendi a fazer birra, mamãe!

11 de jan de 2013

Que toda criança fará birra um dia é fato. Não adianta a gente tentar fugir, dizer “Meu filho não é assim” ou pior ainda “Meu filho nunca fará isso”, porque uma hora ou outra você “cairá do cavalo”.

Isso porque toda criança precisa testar, conhecer seus limites, saber até onde ela pode chegar. E é nesse momento que os pais começam a difícil missão de educar seus filhos. Se hoje a criança quer uma coisa que não pode, chora por 30 segundos e os pais cedem, amanhã ele saberá que o choro pode resolver. Mas então os pais resolvem que não vão ceder, a criança chora por 1 minuto e aí ninguém aguenta e cede novamente.

Pronto, seu filho aprendeu que chorar = conseguir o que quer. Inicialmente ele vai chorar pouco, depois começa aumentar isso e aí vem os esperneios, batidas de cabeça no chão e tudo mais.

O que fazer então? Ser firme, não voltar atrás com a sua palavra. Eu escrevi um post há um tempo atrás sobre “Não é não” contando um pouco mais sobre isso.

Naquela época era bem mais simples e rapidinho Vítor aprendeu o que podia ou não fazer. Pois bem, sempre levo ele ao shopping comigo e agora isso tem se tornado uma tarefa difícil, principalmente se eu preciso comprar alguma coisa.

Logo que ele começou a andar, não quis mais saber de ficar no carrinho. Ele quer ficar andando, mas não para onde eu vou, mas sim para onde ele quer. Então estou eu com ele no shopping e ele começa a andar pra lá e pra cá, entrar e sair de lojas, até que quase se machucou quando correu no meio de várias pessoas e algumas não viram aquele serzinho tão pequeno passando.

Decidi que era hora de um basta. Me abaixei, expliquei que não podia e que agora ele só andaria de mãos dadas com a mamãe. Preciso dizer o que aconteceu?

Um ataque de furia total. Ele se jogou no chão, chorou horrores e tentava se soltar de mim de todo jeito. Eu fiquei sim com vergonha e pensando o que as pessoas estavam achando daquele ataque de birra. Ignorei meu constrangimento e percebi que aquela era hora de mostrar para ele que não resolveria.

Deixei ele se acalmar, peguei novamente em sua mão e falei de novo, que passear no shopping só de mãos dadas. Ele me olhou com cara de vencido e me obedeceu. Claro que nada é tão simples assim e toda vez ele tenta se soltar de mim, mas eu falo “de mãos dadas Vítor” e na hora ele para de tentar tirar minha mão da dele.

Educar uma criança é uma tarefa muito árdua, mas quem se não os pais para fazer isso? E agora que ele é pequeno que é o momento. Vejo crianças de 4, 5 anos totalmente descontroladas e escuto os pais dizerem que não dão conta mais (no programa Super Nanny sempre tem casos assim. Não concordo com alguns os métodos que ela utiliza, mas quando ela ensina os pais a terem o controle novamente, acho válido e funciona, pois a criança precisa saber que não é ela que está no controle.). Realmente eles não devem dar conta mesmo, porque a educação precisa começar desde pequeno.

Não dá para ter dó  – eu morro com as carinhas que o Vítor faz – e usar isso como desculpa para deixar a criança fazer o que quer, porque enquanto ela é pequena é bem fácil de segurá-la, mas conforme vão crescendo isso vai se tornando cada dia mais difícil.

E não tem como escapar, nós vivemos em sociedade e nela há regras. Seja na escola ou na rua, seja com 5 ou 15 anos, em algum momento da vida aquela pessoa baterá de frente com normas e sofrerá punições por não segui-la. Então, por que não ensiná-las desde cedo, onde as punições não são de fato punições?

O que vocês acham sobre o assunto?

Beijos,