Como descobri a gravidez

21 de fev de 2012

Há exatos um ano… eu descobria que estava grávida!

Me lembro como se fosse hoje.

Era pra eu ter ficado menstruada na quinta-feira, mas como era o primeiro mês, depois de uns 11 anos, que não tomava o anticoncepcional e estávamos nos previnindo, porque eu estava fazendo tratamento para uma ferida no colo do útero (teve um dia, um único dia que eu achei que não teria problemas não usar camisinha), achei que era normal atrasar.

Na sexta fomos viajar, pois minha sobrinha estava nascendo e até fiquei pensando sobre eu estar grávida no fim de semana, cogitei até fazer um teste de farmácia, mas lá no fundo eu pensava “é óbvio que não estou, só porque é primeira vez que atrasa que estou assim.” Em todos os anos de remédio, minha menstruação nunca tinha atrasado um dia, então nunca tive a preocupação de “será que estou?”, nunca precisei comprar testes de farmácia e nem me preocupar com isso.

Falando bem a verdade, sempre tive vontade de passar por esse medinho, de ir aflita a uma farmácia para comprar o teste e depois me sentir aliviada com o resultado negativo. Pois bem, voltei pra minha cidade no domingo e na segunda acordei bem ansiosa. Não tinha descido nada e não tinha sintoma nenhum, nem de que a mesntruação desceria e nem de que poderia estar grávida.

Decidi realizar “meu sonho” de ir até uma farmácia comprar um teste e fazer, “só para ficar tranquila” eu pensei. Me troquei e fui a caminho da farmácia pensando em como seria o dia que eu estivesse grávida, em como contaria para meu marido. Já tinha tudo armado na minha cabeça, os sapatinhos que eu compraria e o cartão de “Parabéns papai!” que eu ia escrever, mas tudo isso ainda estava muito longe da minha realidade (doce ilusão!).

Na farmácia fui direto ao balcão e pedi o teste de gravidez mais barato, afinal, pra que eu ia gastar dinheiro com uma bobeira, já que eu não estava mesmo grávida? Por coincidência, a moça que me atendeu estava grávida e fez o comentário “eu usei esse teste e ele acertou, olha meu barrigão!”. Eu dei uma risadinha sem graça e fui embora.

Chegando em casa peguei um potinho(desses de fazer exame de urina), fiz xixi nele (estava com medo de fazer direto no teste e errar) e enfiei a caneta do teste lá dentro. Esperei, ansiosa, os 5 minutos recomendados no rótulo. Não apareceu nada, somente uma linha estava lá. “Viu, sabia, eu não estou grávida!” pensei. Só por precaução, quando deu 8 minutos decidi dar só mais uma olhadinha, já que o teste ainda estava em cima da pia do banheiro. OPA! Parecia ter mais uma listrinha ali! Olhei bem, virei o teste para todos os lados, enfiei no xixi de novo e a listrinha ficou levemente mais forte.

E agora? Li e reli o rótulo do teste, mas lá só dizia “uma listra:negativo/ duas listras: positivo”, não falava nada sobre a lista ser super clara também valer como um positivo. Aí, mais do que nunca a pulga surgiu atrás da orelha. Agora eu estava realmente na dúvida, será? Será? Será?

Me corroendo de ansiedade, sem saber o que fazer, decidi fazer um exame de sangue. Eu já sabia que os laboratórios fazem sem precisar da guia do médico e o valor não é caro, eu paguei R$20,00. Como meu marido sempre me disse “Só me conte quando for certeza!”, vi que o melhor a fazer era realmente não falar nada e ir para o laboratório.

Cheguei lá, falei que queria fazer um exame de gravidez, a moça fez aquelas perguntas básicas sobre nome, idade e pediu para aguardar. Coincidência de novo ou não, a moça que colheu meu sangue também estava grávida e ficou falando que daria tudo certo, que eu estaria grávida e me perguntou se eu estava querendo. Eu respondi que sim, mas estava mesmo? Nem eu sabia!

De volta a secretária, ela me deu a guia para retirar o resultado e disse que em 3h o exame estava pronto. Isso era umas 10h. Fui pra casa tentar distrair a cabeça com outras coisas. Arrumei tudo por lá, escondi o teste da farmácia e fiz o almoço. Marido chegou para almoçar, eu tentando esconder a ansiedade, e ainda bem que consegui, porque ele sempre percebe quando tem algo diferente comigo.

Terminamos o almoço as 12:30 e ele foi arrumar a mesa, levar as coisas pra cozinha. Eu fui dar uma olhadinha se já tinha saido o resultado do exame pela internet. Eu sabia que não, mas não custava olhar, né?

Olhei, olhei e olhei de novo. O resultado tinha dado 90 mUI/ml. Pelo que estava escrito embaixo, esse valor significava um positivo. POSITIVO? Como assim?? Era só uma brincadeira de ficar ansiosa, de fazer um teste só pra ver qual era a sensação lembra?? E agora? Que que eu faço??

A ideia de comprar sapatinhos, escrever cartão e tudo mais pro marido foi por água abaixo. Sai correndo pra cozinha balançando os braços, meio chorando, meio rindo:

EU: Amor, amor!!

MARIDO: O que que foi? Por que você está tão nervosa?

EU: Acho que estou grávida!

MARIDO: Ah, não deve ser nada, é normal atrasar às vezes…

EU: Não, você não está entendendo…

(eu tentando falar, mas ele falava por cima)

MARIDO: Não se preocupe amor, não é nada… para você ficar mais tranquila, faça um teste de farmácia!

EU: Eu já fiz!! Deu positivo, mas um positivo muito clarinho!

(marido derruba toda comida que estava segurando no chão)

MARIDO: Então é melhor fazer um de sangue…

EU: Já fiz também, e acho que deu positivo, olha lá no computador acabou de sair na internet!

Ele foi correndo pra sala, olhou no computador e no fim do exame, que eu ainda nem tinha visto, tinha um ”POSITIVO” bem grandão! Ficamos os dois meio assustados, ele pegou o telefone e ligou pra minha médica: “pergunte se você está grávida mesmo!”. Eu liguei, disse o valor que tinha dado no resultado e ela: “Com certeza voce está grávida, mas está de bem poucas semanas.”

Nos abraçamos, beijamos, eu chorei muito, ria também e fiquei assim, nessa confusão de sentimentos por alguns meses!

E aí começava nossa aventura na vida de sermos pais!!

Claro que eu fui no laboratório pegar o exame pessoalmente, vai que o da internet estava errado, né? Mas não, lá também dizia positivo e na volta para casa bati o carro, mas isso já é outra história…

Beijos