Como ser uma boa mãe

22 de jan de 2014

Como ser uma boa mãe

Primeiro comece por não ouvir conselhos demais. Sabe aquela velha história de que se conselho fosse bom era vendido? Pois é, isso funciona para a maior parte deles. Claro que palpiteiros de plantão são inevitáveis, mas não tome tudo pra você como verdade. Filtre, analise e veja o que funciona para a sua vida. Os palpites e conselhos podem ser bem úteis para nos ajudar a pensar sobre o tema, pesquisar mais e formarmos nossa própria opinião sobre o assunto.

Falando em pesquisar, essa é uma parte importante também. Estudar, ler, procurar informação de qualidade é primordial quando se precisa tomar um decisão importante. Sempre digo e repito: toda mãe sabe o que é melhor pro seu filho, desde que ela tenha informação para isso. Vamos ser francas, nosso sexto sentido é muito valioso, mas se não sabermos nada sobre o assunto, só ele não fará com que a gente faça o melhor por nossos pequenos.

Tente acertar sempre, mas não se culpe quando errar. Essa é uma das partes mais difíceis de ser mãe. A gente precisa sim tentar acertar, tentar sempre fazer o melhor, mas tentar já sugere que iremos errar de vez em quando. Isso é normal, acontece nas melhores famílias e a culpa só nos prejudica a tentar mais uma vez. Antes de sermos mães, somos seres humanos passíveis de erros, portanto, iremos errar inúmeras vezes, mas o importante é que estamos sempre tentando acertar.

Faça uma lista do que você deseja ensinar aos seus filhos (eu fiz a minha, 50 coisas que eu quero ensinar aos meus filhos). Parece bobeira, mas quando colocamos no papel fica muito mais claro quais os ensinamentos, crenças e valores acreditamos e queremos passar a eles. Isso te ajudará a sempre manter o foco e você também perceberá o quanto das coisas “chatas” da sua mãe estarão na sua lista. É assim, não tem jeito.

Seja firme quando precisar. Bebês e crianças pequenas são fofas e engraçadinhas na maior parte do tempo, o que torna muito difícil educá-las, mas elas podem se tornar verdadeiras rebeldes sem causa se não aprenderem desde cedo como a banda toca. Quando você tomar um decisão, a mantenha, custe o custe custar. Não volte atrás só porque ela chorou ou então fez um agrado em você. Ela precisa saber que as coisas tem regras e limites e que a frustração existe. Melhor elas aprenderem isso em casa, com amor, do que depois, na rua, com a dor, né?

Tente dizer menos “não”. “Como assim?? Como vou mostrar o que não pode? Crianças não param quietas e toda hora estão fazendo algo que não pode!” você deve estar pensando. Concordo planamente, mas o que quero dizer é que quando falamos “não” o tempo todo, a criança fica sem saber o que ela pode fazer, já que tudo que ela tenta é “não, não e não”. Isso é frustrante e pode deixá-la perdida. Ao invés de dizer “não mexa nisso”, pegue um brinquedo ou algo que ela possa mexer e diga “brinque com este aqui”. Em vez de “não pode pular na cama”, diga “venha brincar de pular aqui no chão, é mais seguro”. Assim ela saberá exatamente o que pode fazer e com isso aprenderá também o que não pode.

Cuide de você como mulher. Quando nossa auto-estima está lá embaixo, parece que tudo vai ficando sem graça e acaba influenciando nosso dia a dia em todos os aspectos. Por isso, tente sempre se cuidar. Se não consegue ir no salão – como é meu caso – faça as unhas em casa mesmo, compre uma máscara e aplique no cabelo pelo menos a cada 15 dias. Saia para passear de carrinho com seu filho pelas ruas e aproveite para fazer um exercício. Pequenas mudanças que valem muito!

Separe um tempo, todos os dias, para fazer tudo ou nada com seus filhos. Nossa vida anda muito corrida e às vezes tenho a sensação de que não tenho um minuto para sentar no chão e fazer o que meu filho quiser. Descobri que tempo é questão de prioridade e que esse momento tão nosso de agora fará muita falta no futuro. Que ele precisa da minha atenção e que eu preciso desse tempo com ele. Antes eu pensava “mas só 10 minutos são nada”. Hoje vejo que antes ficar 10 minutos “de bobeira” com ele do que não ficar tempo algum. Então, separe um tempo do seu dia para se dedicar exclusivamente aos seus filhos, se tive mais de um em fases diferentes, tente dar atenção a um de cada vez.

Se preocupe menos e aproveite mais. Na grande maioria das vezes estamos sempre nos preocupando em organizar tudo, em fazer tudo da melhor forma para nossos filhos. Isso pode se tornar massante e fazer com que as pequenas alegrias do dia a dia passem sem perceber. Relaxe, curta seu dia, seus filhos, sua vida! A roupa e a louça suja podem esperar mais um pouquinho!

como ser uma boa mãe

Se você achou que nada disso que escrevi faz sentido, volte lá no primeiro conselho da lista e faça o que seu coração mandar!

Beijos,