Contraindicações a vacinação

29 de jun de 2013

A imunização, realizada por meio da vacinação, é uma das medidas mais eficazes para prevenção de doenças infecciosas. Em muitos países, a implantação de programas de imunização tem contribuído para reduções significativas nas taxas de morbidade e mortalidade por várias doenças infecciosas.

A garantia da segurança e, especialmente, da eficácia depende da produção, armazenamento, distribuição e conservação adequada das vacinas.

Entende-se por contraindicação verdadeira uma proibição à utilização de uma determinada vacina. Geralmente a razão é um risco elevado de efeito adverso grave ou uma situação em que o risco das complicações supera o risco da doença contra a qual a vacina protegeria.

Na prática clínica diária, entretanto, o que se observa é que frequentemente crianças não são vacinadas por uma série de razões levantadas por leigos ou profissionais da saúde que não são contraindicações verdadeiras. São as chamadas falsas contraindicações, que muitas vezes representam oportunidades perdidas para a vacinação e são responsáveis por atrasos no calendário vacinal.

As principais falsas contraindicações são:

– doenças leves com febre baixa do trato respiratório ou digestivo;

– prematuridade (exceto para os prematuros com menos de 2 Kg);

– reação local a uma dose anterior da vacina;

– uso de antibiótico;

– desnutrição;

– convalescença de doenças agudas;

– diagnóstico clínico prévio da doença para a qual será vacinado;

– alergias (exceto se houver história de alergia grave a algum componente da vacina);

– doença neurológica estável;

– história familiar de convulsão;

– história familiar de morte súbita;

– tratamento com corticóides em dose baixa e por período curto;

– uso de corticóide por via inalatória;

– contato domiciliar com gestantes;

– internação hospitalar;

– aleitamento.

Existem, entretanto, contraindicações verdadeiras à vacinação, que devem ser respeitadas. São elas:

– imunodepressão – para todas as vacinas de vírus ou bactérias vivas. Estão incluídos nestes casos:

– Uso crônico de corticóide oral em altas doses;

– Quimioterapia e/ou radioterapia.

– presença de doença febril moderada a grave (para não confundir os sinais e sintomas da doença com reações adversas próprias da vacina);

– reação grave de hipersensibilidade a algum componente da vacina ou a alguma dose anterior;

– gravidez – para vacinas de vírus ou bactérias vivas;

– doença neurológica grave (consulte sempre um especialista nestes casos).

Fonte: Manual de Imunizações – Hospital Israelita Albert Einstein

Importante: Segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM), a informação médica via Internet pode complementar, mas nunca substituir a relação pessoal entre o paciente e o médico. Pelas suas limitações, não deve ser instrumento para consultas médicas, diagnóstico clínico, prescrição de medicamentos ou tratamento de doenças e problemas de saúde.

Artigo escrito por: Dra.Camila Mendes Macca – CRM-SP 130.002 – especialista em Alergia e Imunologia. Para entrar em contato com ela, clique aqui e acesse seu site ou pela sua fanpage Clínica de Pediatria Primeiro Passos.

Se você quiser saber as diferenças entre as vacinas da rede pública e as particulares, clique aqui!