Cuidando do Vítor sozinha

04 de dez de 2012

Quando descobri que estava grávida, tinha acabado de participar de um processo de seleção para o emprego dos meus sonhos (falei sobre isso aqui), mas resolvi ser sincera e contar da gestação. Bom, nem preciso dizer que eles desistiram de me contratar, né? Fiquei super chateada, sem chão e sem saber o que fazer com meu tempo. Como meus pais moravam longe de mim, resolvi então criar o blog para que eles pudessem acompanhar a gestação.

Apesar de não ter minha família por perto, eu morava na mesma cidade da família do meu marido, então não me sentia completamente só, sem ajuda. Ao contrário, eles sempre me ajudaram em tudo que foi preciso.

Pois bem, estava eu, grávida de 7 meses, quando meu marido veio com a notícia que teríamos que nos mudar, ele tinha sido transferido. Mesmo com aquele barrigão, eu fiquei animada com a mudança, ares novos, vida nova e lá fomos nós! O que eu não tinha parado para pensar era sobre depois que o Vítor nascesse como seria viver sem ter com quem contar, alguém para dar uma força.

Logo chegou o fim da gestação e meu pituco nasceu! Meus pais ajudaram muito, minha mãe ficou comigo uns dias, minha sogra também. Mas depois a vida passou a ser apenas eu e ele. Digo só nós dois, porque meu marido trabalhava na cidade vizinha e só voltava pra casa no fim do dia.

Confesso que não foi fácil! Eu dei conta? Claro que dei! É possível criar um filho sem ter ninguém por perto pra ajudar? Claro que é! Mas é tudo um pouco mais difícil, pelo menos pra mim foi.

Qualquer coisa que eu precisava fazer, Vítor tinha que ir junto, então precisava sempre me organizar sobre como seriam as saídas de casa. De dia de semana eu quase não conseguia cuidar de mim, porque não tinha ninguém que ficasse de olho nele.

O tempo foi passando e eu me adaptei bem à rotina. Conforme ele foi ficando maior, saía sempre para passear no centro, colocava os DVDs da Galinha Pintadinha no celular para distraí-lo durante meus almoços, também levava brinquedos e tudo que fosse me ajudar!

Em casa também me adaptei bem, organizava o que dava com ele acordado, aproveitava tempos curtos, como quando ele estava comendo um biscoito ou vendo DVD, para ir ao banheiro ou comer alguma coisa. Quando ele dormia fazia mais o trabalho de casa e vinha para o computador escrever no blog.

Aliás, o blog foi ótimo para me aproximar da família e amigos (e depois vocês, leitores) do Vítor. Lendo o que eu escrevia, eles se sentiam participando da vida dele, vendo as fotos e os vídeos das suas conquistas.

Mesmo assim, não é a mesma coisa. Eu sentia falta de ter alguém para compartilhar aqueles pequenos momentos únicos na vida dele. Conversava com algumas amigas e sentia até inveja quando elas contavam que a família toda tinha ido ver a primeira vez que eles comeram frutas ou bateram palminhas.

Me senti, nesse primeiro ano, muito só. Só para cuidar dele, só para ensiná-lo as coisas, só para conversar, só para passear. Mas a vida é feita de ciclos e logo esse primeiro ano passou e nós voltamos a morar na cidade da família do meu marido.

E ah, quanta diferença! Mas esse é um outro assunto…

Beijos,