Dermatite de contato pela saliva

04 de jun de 2013

Os problemas agudos de pele correspondem a 33% das consultas com o pediatra, e a dermatite irritativa é a mais freqüente nas crianças. A pele delicada do bebê é o principal motivo pela grande incidência de dermatites. As dermatites das bochechas e ao redor da boca podem ocorrer como resultado da irritação por saliva, água, suco de frutas e alimentos.

dermatite de contato pela saliva

Mas o que é a dermatite de contato pela saliva?

A dermatite é uma lesão avermelhada áspera causada pela exposição da pele a agentes externos com capacidade de provocar dano tecidual, restrita à área de contato. Uma das causas mais frequentes em bebês é a própria saliva.

A incidência da dermatite de contato pela saliva aumenta em bebês que usam chupeta, pois a saliva fica restrita entre o bico e a pele, provocando irritação e vermelhidão no local. Ela ocorre também no momento do aparecimento dos primeiros dentes, pois é um período em que geralmente a salivação aumenta o que pode provocar irritação não só na face mais também no queixo e no pescoço.

E como podemos tratar e prevenir?

O tratamento deve ser determinado pelo pediatra e depende de alguns fatores como a idade da criança e a extensão da lesão da dermatite de contato pela saliva. Inicialmente, orienta-se lavar cuidadosamente a pele com água e sabão. A proteção da área afetada é o mais importante para prevenção. Neste caso estão indicados produtos com efeito anti-inflamatório leve e substâncias que formam uma barreira de proteção na pele, evitando o contato com a agente irritante, no caso a saliva. Deve-se procurar manter a boca do bebê sempre seca, usar babador para proteger a pele do pescoço e colocar uma fralda ou toalha debaixo do lençol, para absorverem o excesso de umidade.


Fonte: Livros – Filhos – da Gravidez aos 2 anos de idade; Alergia e Imunologia para o Pediatra.

Importante: Segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM), a informação médica via Internet pode complementar, mas nunca substituir a relação pessoal entre o paciente e o médico. Pelas suas limitações, não deve ser instrumento para consultas médicas, diagnóstico clínico, prescrição de medicamentos ou tratamento de doenças e problemas de saúde.

Artigo escrito por: Dra.Camila Mendes Macca – CRM-SP 130.002 – especialista em Alergia e Imunologia. Para entrar em contato com ela, clique aqui e acesse seu site ou pela sua fanpage Clínica de Pediatria Primeiro Passos.