Eu não quero mais fazer sexo

13 de dez de 2012

Era isso que eu queria dizer pro meu marido, mas não tinha coragem. Como eu ia falar pra ele que a vontade passou, que não sentia mais e só queria saber de ficar com meu filho e dormir?

Foi difícil, ainda mais porque ele estava sempre esperando alguma coisa de mim.

Resolvi que era melhor conversar, contar a verdade e parar com aquele sofrimento todo. Sim, sofrimento, porque eu sofria por saber que não queria, por saber que ele ia querer e por não saber o que fazer naquele momento.

Sentei, falei. Falei tudo o que eu estava pensando, sentindo e principalmente (não) querendo.

Ele foi compreensivo do começo ao fim, mas senti que tinha um pontinha de decepção e acima de tudo preocupação. Para os homens, sexo está muito ligado ao amor e foi exatamente isso que ele me questionou, se eu ainda o amava.

Pra mim – não sei se para todas as mulheres – sexo e amor são coisas que andam juntas, porém são distintas e em nada tinha abalado meu amor por ele. Claro que ainda ainda o amo e apesar da conversa ter sido muito boa, não sabíamos como resolver a questão, o que faríamos dali em diante.

Marquei médico para ver se estava tudo certo comigo e conversando com ele vi que eu não era a única com aquele problema. Que além da prolactina (o hormônio que produz o leite) inibir muito o desejo sexual, tem também a questão de que agora a mãe vive para um outro ser, que depende totalmente dela. Ele me disse que a grande parte das mulheres passa por isso.

Voltei pra casa um tanto quanto decepcionada, porque eu realmente esperava que ele me desse um remedinho e pronto, tudo resolvido!

Depois esperei o Vítor desmamar, na esperança que tudo voltasse ao normal, mas como não foi esse o caso, parti para o plano B: começar a pensar que eu tinha vontade – mesmo sem ter –  e ver de qual forma meu marido me ajudaria nisso. Pensei no que eu gostava bastante, no que me deixava relaxada e sugeri que começássemos com uma massagem.

Como o tempo é escasso, é sempre logo após o Vítor dormir que tentávamos. No começo foi bem difícil de relaxar, de “esquecer” um pouco meu filho e curtir o momento. Percebi que quanto mais eu me esforçava, mais fácil foi ficando e que realmente o psicológico é muito maior do que o físico.

Comecei a tirar aquele monstro que o sexo tinha virado pra mim de cena e por no lugar algo bem mais prazeroso, que sempre foi. Acredito que este problema seja causa de muita separação por aí.

Há maridos que não devem entender esse problema e logo desistir de tentar. O principal é que nós, mulheres, também não podemos desistir. Pensar que será assim pra sempre e pronto, porque nós é que temos o poder de mudar e melhorar a situação.

O sexo faz parte de todo relacionamento e ele trás mais união e companheirismo, além de também ser um momento de relaxar – entre outras coisas.

E com você, como tem sido?

Beijos,