Aprender a gostar de quem não gostamos

20 de jun de 2013

Fácil é gostar daquela pessoa que nos traz alegria, bem estar, né? Mas e quando nos deparamos com pessoas diferentes de nós, que por algum motivo nos causa mal estar? Antes de ser mãe, eu nem precisava pensar a respeito, resolver era simples: eu me afastava e pronto.

Depois da chegada do Vítor, este meu conceito mudou e muito. Comecei a perceber que às vezes eu não “ia com a cara” de alguém, mas que o filho dela e o meu se davam tão bem, que a relação valeria a pena! Deixei então meus preconceitos de lado e comecei a apostar em uma amizade que antigamente não iria pra frente de forma alguma.

gostar de quem não gostamos

Descobri que aprender como gostar de quem não gostamos é uma das esferas da maternidade que deve sim existir! E estou passando por esta situação bem agora.

Somos sócios de um clube aqui na cidade, onde sempre vou com o Vítor para ele brincar. Em um desses dias, meu pequeno começou a brincar no parquinho com um garotinho da idade dele. Eles se deram bem de cara e à tarde toda foi uma farra só. Nesse dia, eu mal conversei com a mãe dele, mas outros dias vieram e fomos nos aproximando.

Vítor e ele sempre brincando juntos e formando uma amizade, mas quanto mais eu conversava com a mãe do menino, menos sentia vontade de ser amiga dela. Não concordei – e até achei um absurdo – algumas de suas atitudes. E conforme elas aconteciam, fui ficando nervosa com a situação.

Voltei para casa disposta a evitar nossos encontros. Depois de muito pensar e refletir, percebi que ela não é uma má pessoa e que a convivência do filho dela com o meu estava sendo muito saudável, então por que não tentar? Pensei: “Por que não tentar gostar de quem não gostamos?”

Da outra vez que fomos ao clube, já fui com a cabeça diferente e assim que ela começou a me contar seus “causos” decidi dizer o que pensava. Claro que fui o mais assertiva possível, evitando qualquer mal entendido. Mas de forma sutil e clara, consegui falar sobre temas que não concordava com ela, e fazê-la pensar nas coisas negativas que ela poderia estar trazendo com aquelas atitudes (que não era com relação ao filho dela, mas sim com outras pessoas). Que talvez fosse bacana ela tentar agir de forma diferente.

Nossa, que alívio! Me senti muito melhor depois que falei tudo e também de ver que ela parou realmente para pensar no que eu havia dito e percebido que algumas coisas não eram mesmo legais. Depois disso nossa amizade começou a fluir muito mais agradável.

Não é fácil aprender a gostar de quem não gostamos. Exige esforço sim, mas vale a pena. Vale a pena para tirar julgamentos que colocamos nas pessoas sem conhecê-las direito, vale a pena pela amizade de nossos filhos com os delas e vale muito a pena como crescimento pessoal! Pois estamos rompendo barreiras existentes em nós mesmas.

Foi isso que esta amizade me ensinou. Que posso me surpreender e ser presenteada com boas pessoas na vida. Só basta eu aprender a gostar de quem, possivelmente, eu não gostaria.

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