Instinto Materno e Amor de Mãe

08 de nov de 2011

Gente, aquela história de institno maternal realmente existe!!!! Parece óbvio, né? Pois pra mim não! Sinceramente, achei que eu não teria esse instinto todo, que não daria conta da maior parte das coisas e muito menos que conseguiria acalmar um bebê chorando.

Pois bem, Vítor nasceu e de repente me vi trocando fraldas, roupas, dando mama, banho e fazendo ele dormir com uma agilidade de mestre! Achei que precisaria da minha mãe por muito tempo e agora ela está aqui só me fazendo companhia, porque faço tudo sozinha!

Parece loucura, como pode mudarmos tão rápido? Mas acontece!

E o amor de mãe minha gente? Cadê? Demorei muito pra ter coragem de escrever esse post, vai ver porque eu não queria “tocar nesse assunto” comigo mesma, é difícil pensar que meu filho está há quase 1 mês aqui do lado de fora e eu não sinta um amor tão grande quanto eu imaginei que sentiria!

Às vezes penso até se não estou com alguns sintomas da depressão pós parto, pois tudo que sinto é cansaço, vontade de dormir e esquecer um pouco minha nova vida, a vida de mãe. Aliás, não me sinto mãe! E sinto uma imensa culpa por todos esses sentimentos loucos que estão aqui dentro!

Eu amo meu filho, cuido dele com todo amor e carinho, mas sinto falta das noites de sono, da vida tranquila, de passar o dia de bobeira… E sabe? Não queria me sentir assim, queria sentir esse amor incondicional que todo mundo fala, não queria ter saudade do antes, só queria viver o agora sem arrependimentos ou culpa!

É engraçado, porque ao mesmo tempo que eu me sinto super cansada, quando ele chora, parece que não adianta minha mãe ou meu marido pegarem, cuidarem, tem que ser eu, senão não fico tranquila!

Vocês lembram do meu post falando que quando eu olhasse pra ele pela primeira vez todas minhas dúvidas desapareceriam? Isso não aconteceu, pelo contrário elas só aumentaram! E agora, o que eu faço?

Desculpe o desabafo meninas, mesmo com medo ainda de reler tudo que escrevi e me deparar com uma verdade que eu ainda não quero admitir, eu precisava escrever, precisava desabafar!

Beijos,