[Leitora] Gestação e ovários policísticos

17 de abr de 2013

O texto de hoje é da leitora Ariane Deziderá.

As vezes as pessoas ficam se questionando se Deus existe ou não, e se ele realmente faz as coisas certas! E quando digo “as pessoas” me incluo nesse grupo!
Vou me explicar!

Ter um filho(a) foi algo que sempre sonhei! Alias, só ter um filho(a) não, sempre fui daquelas que sonhava com o príncipe encantado, o casamento dos sonhos e na sequência finalmente um bebezinho em nossos braços. E a minha história seguiu assim, perfeitinha, até junho de 2011 quando decidimos parar de evitar a gravidez.
Foi aí que descobri que meus ovários policísticos tornariam as coisas bem mais difícies que o planejado. Mas a gente não desiste nunca, e seguimos em frente. Em novembro de 2011, ouvi da minha médica que o tratamento não havia surtido efeito, e que viriam mais 6 meses de tratamento pela frente, tratamento este que impossibilitava completamente o surgimento de uma gravidez, porque precisava tomar anticoncepcional.
E mais uma vez os planos foram por água abaixo… tínhamos uma viagem de carro para o Chile em janeiro de 2012, e a idéia era que no retorno dessa viagem, o positivo da nossa gravidez nos acompanhasse. Afinal seriam 20 dias viajando, sem stress de trabalho, sem rotina… ambiente perfeito para “produzir” nosso pimpolho!
Pois é, mas não foi só esse plano que foi por água abaixo, no dia 4 de janeiro de 2012 (guardem essa data!), quando ainda estávamos só no terceiro dia da nossa viagem, eis que uma criatura desgovernada cruza o nosso caminho, provocando o capotamento do nosso carro, e pior de tudo, sem deixar rastros, simplesmente fugiu do local do acidente… bom pra ele, porque se tivesse deixado, ninguém teria me segurado!
Resumindo, tudo o que foi planejado durante todo o ano de 2011 simplesmente não aconteceu! Não conseguimos engravidar… não conseguimos viajar… perdemos o nosso carro que eu tanto amava… sério mesmo Deus?!?!

Confesso que não consegui me recuperar disso tudo tão bem quanto o meu marido… Apesar de graças a Deus, não ter sofrido nenhum ferimento no acidente, aquela pessoa alegre, animada, disposta a qualquer aventura, “pau pra toda obra”, foi sumindo aos pouquinhos, não tinha mais vontade de nada. Era do trabalho pra cama e da cama pro trabalho. E eu simplesmente não conseguia perceber tudo isso, pra mim era tudo muito natural.
Até o dia em que levei um “sacode” do meu marido, mais ou menos em maio de 2012. “O que está acontecendo? Cadê aquela menina que eu conhecia? Porque todo esse desânimo? Não foi com essa pessoa que eu escolhi passar o resto da minha vida!”
Caramba! Precisou chegar a esse ponto pra eu perceber todas as mudanças que aconteceram comigo!

Pois depois desse sacode percebi que a minha vida não podia girar somente em torno desse sonho! Era um sonho sim, e mais cedo ou mais tarde ía acabar acontecendo, no tempo certo!
E o ano correu, planejamos novas férias, novos tratamentos foram feitos, mas sem essa de ficar controlando tudo! Sem basear todas as outras decisões em função dessa! E de repente, não mais que de repente, em 4 de janeiro de 2013, nosso bochechudinho foi encomendado! Isso mesmo, 4 de janeiro, exatamente 1 ano depois! E não é que Deus existe mesmo?

Você pode até dizer que não… não concordar com essa ou aquela religião (eu também tenho meus “pré-conceitos”), mas uma coisa é certa, tem alguém que controla tudo isso aqui!! Ahhhh tem!
Minhas conclusões? Foi esse alguém que não deixou que eu tivesse um bebezinho no meu ventre no acidente. Também foi esse alguém que segurou nosso carro, pra que não fosse um acidente muito pior. E por fim, foi esse alguém que decidiu a hora certo do meu sonho ser realizado! E ele está aqui, crescendo cada dia mais e nos enchendo de alegria! Descobri hoje, ao completar 13 semanas, que será um meninão lindo, apesar de eu ter preferência por menina… novamente, Ele sabe o que faz!

E é isso… seja quem for você, muito obrigada!

E aos que se perguntam, precisava mesmo colocar isso aqui??? Precisava! Se eu pudesse, colocava esse texto pro mundo inteiro ver!
Desistir é uma palavra que nunca pode existir no nosso vocabulário!

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Beijos