Mãe ama mais um filho que os outros?

28 de set de 2015

Vocês já devem ter ouvido demais isso, que mãe tem preferência por um filho ou outro, que ama mais um que o outro e coisas do tipo. Aí, antes de ter mais um filho a gente sempre fica na dúvida se isso vai  mesmo acontecer, se a gente vai amar igual o segundo (terceiro, quarto…) da mesma forma que o primeiro.

Alguns estudos demonstram que as mães tem sim preferência por um filho, mas que não tem coragem de assumir. Sabem o que eu, como mãe, realmente acho? Que dizer que a mãe prefere um filho do que o outro não é o correto. Assim como em qualquer relacionamento, sempre tem alguém que nos damos melhor, não por amar mais ou menos, mas sim por afinidades e acredito que com os filhos possa acontecer isso.

Pode ser que a mãe se identifique mais com um e ele mais com ela e por isso acabem ficando, de alguma forma, mais próximos, mas afirmar que ela ama mais aquele filho por isso eu não acho que aconteça. Mãe é mãe, vai amar seu filho independente de qualquer coisa.

Mesmo que o filho não faça as coisas como ela acha que deveria fazer, mesmo que ele siga por um caminho bem diferente do que ela pensou e até mesmo do que seria o correto, eu acredito que uma mãe nunca deixa de amar seus filhos.

Pode ser que ela os ame de forma diferente, mas isso não tem nada a ver com amar mais ou com preferir um do que o outro. Hoje, pensando nos meus filhos, não consigo dizer que sinto mais amor por um ou pelo outro. Tem dias que estou mais agarrada no Vítor e em outros na Mariah, faz parte da vida de mãe. Mas independente disso, meu amor incondicional e louco é o mesmo pelos dois.

Eu me jogaria do penhasco por eles, deixaria de comer ou beber e faria o que fosse preciso. Aí eu paro e penso “e se eu precisasse escolher um ou outro?” e a única coisa que me vem na cabeça é “Deus, não permita que isso aconteça nunca, pois eu não saberia o que fazer”. Me lembrei de uma situação como esta em que bandidos sequestraram uma família e obrigaram a mãe escolher qual dos filhos gêmeos ficaria com ela. Eles ainda a ameaçaram dizendo que se ela não escolhesse matariam os dois. Como pode haver tanta crueldade? Mas por fim, antes que ela dissesse sua decisão a polícia invadiu o cativeiro e conseguiu salvar a família! UFA!

Assim como essa mãe que deve ter passado uma angústia sem fim de ter que escolher por um dos filhos, muitas mães se sentem acuadas quando alguém fala sobre o assunto da preferência por um ou outro. Então para que ficarmos perguntando sobre isso?

Cada mãe sabe o que tem no coração, cada filho sente o que ela transmite e é isso que importa!

Beijos,