Meu filho quer brincar de boneca e agora?

07 de abr de 2016
Muitos pais se sentem inseguros quando percebem o interesse dos filhos por brinquedos ditos “de meninas”. Esta insegurança vem do pressuposto que se o menino (ou a menina) brincar com brinquedos de outro sexo, será influenciado a se tornar homossexual.
 
Esta é um crença da nossa sociedade machista, porém SEM SENTIDO algum! Uma criança sente vontade de brincar e para ela não existe diferença entre um brinquedo e outro. Sabem por que? Porque não há, de fato, diferença alguma!
 
Crianças devem ser crianças e como todas elas, devem brincar com o que sentirem vontade. Um menino que brinca de boneca, tem chances muito maiores de ser um homem que respeita as mulheres e entende que seu papel como pai não é de auxiliar e sim de exercer a paternidade ativamente do que mudar sua opção sexual por isso.
 
homossexualismo
Alguns estudos demonstram que a homossexualidade não é uma escolha e sim uma mudança química que acontece ainda no útero. Ou seja, o homossexual nasce assim. O ambiente em que ele crescer dará a oportunidade para ele se reconhecer como tal e poder ser quem realmente é ou então fechá-lo em uma concha, onde ele mesmo poderá tentar se enganar, causando inúmeros sofrimentos.
 
Muitos pais dizem que não tem preconceito, mas que não queriam que os filhos fossem homossexuais, porque sofrerão muito preconceito na vida. Mas será que eles não sofrerão muito mais tentando evitar o que são? E com o apoio e amor da família, ele crescerá confiante de si e saberá enfrentar as dificuldades que a vida lhe propor. Mesmo porque, todo ser humano passará por dificuldades e preconceitos durante sua vida. Não importa sua raça, cor, sexo ou orientação sexual.
 
Quando seu filho quiser brincar de boneca, procure o preconceito dentro de você mesmo e entenda o que te faz ter medo. Ele é só uma criança, deixe que brinque de qualquer coisa, imagine o que quiser e principalmente DEIXE QUE ELE SEJA FELIZ!
Curtam minha nova fanpage, onde eu trago assuntos da gestação e maternidade com o olhar da psicologia: Mariana Bonnás – Psicóloga
Beijos,