Meus dias de “Baby Blues”

16 de jul de 2011

Recebi esta história de uma leitora, ela se chama Thalita Hayase e é mãe do Arthur, de 5 anos e da Sophia, de 8 meses.

Thalita e seus filhos: Arthur e Sophia
Tenho 29 anos, e foi minha segunda gestação. O ritmo era diferente da minha primeira gravidez, pois na época eu tinha 22 anos, não trabalhava, podia me cuidar mais, então a primeira foi uma gravidez mais tranqüila. Nessa segunda, eu trabalhei até os 8 meses, com o ritmo bem agitado, fora isso, vivia papel de mãe do Arthur de 5 anos, esposa e dona de casa.
Fiz uma cesárea, o que alguns especialistas dizem já ser um ponto que deixa mais vulnerável para acontecer tal depressão, vez que há uma queda brusca dos hormônios.
Uns 2 dias antes da cesárea, já comecei a demonstrar uns momentos de inconstância comigo mesma. Chorava de repente, quis sair com meu filho para me “despedir” dele, uma vez que viria outra neném e ele não seria mais o único, e chorava, chorava, chorava.
Assim que a Sophia nasceu, demorou muito para descer meu leite, o que foi diferente da minha primeira gravidez, que o leite desceu algumas horas depois que o Arthur nasceu, e eu amamentei até ele completar 2 anos de idade. Esse fator da demora do leite já mexeu muito comigo, porque eu me sentia incapaz de amamentar minha própria filha. O resultado disso, foi que atrapalhou até para a descida do leite, e tive que parar de amamentar com 2 meses, porque meu leite não era suficiente, segundo o pediatra de minha filha.
Os sintomas da depressão pós parto, também conhecida como “Postpartum blues”, duraram por cerca de 10 dias, mas a cada dia que passava, parecia uma eternidade, que nunca iria terminar. Eu tive crises de choro, uma tristeza profunda que ao olhar fotos do meu filho, eu me achava menos mãe dele… Com relação ao meu marido, achava injusto ele estar trabalhando e eu em casa assistindo TV. Eu simplesmente não me permitia ficar em casa assistindo TV nem no computador, pois eu achava que era injusto com ele que estava trabalhando para me sustentar…
Tive muita ajuda da minha mãe, que percebeu e me tirava de casa pra simplesmente passear de carro. Com 1 semana, eu já estava saindo na rua para dar voltas de carro, ir na escola buscar meu filho… Ficar dentro de casa me dava uma angústia que não consigo explicar. Não tinha fome, não tinha sono…
Durou mais ou menos 10 dias, que segundo pesquisei é normal numa segunda gravidez. Tive colegas que me contaram depois, terem sentido a mesma sensação que senti.
Graças a Deus, eu não apresentei nenhuma rejeição pela minha princesa, porque há muitos casos que isso ocorre.
Hoje, a Sophia tem 8 meses, voltei a trabalhar com 3 meses de licença e sou muito feliz com meus dois filhos. Sei que foi uma fase, que graças a Deus passou, porque só quem passa, sabe o que é, e não é brincadeira. A gente não escolhe sentir o que sentimos, e é muito doloroso
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Beijos,