Não é não

08 de out de 2012

Agora que o Vítor começou a engatinhar que ele começou a perceber que tem coisas que podem e coisas que não podem. No começo ele ficava bem confuso quando ouvia um “não” e era claro que ele não estava entendendo. Conforme eu fui falando mais, ele foi percebendo que certas coisas são proibidas.

Foi então que caiu minha ficha que a educação dele já começou. Aquele bebezinho que não entende nada já se foi e agora eu tenho em casa um bebezão, quase um menininho, que precisa começar a aprender que tudo na vida tem regras e limites.

Mas como fazer isso? Vou falar para vocês como eu tenho feito aqui em casa e os motivos. Primeira regra: para educar não é preciso bater, nem gritar. Eu sempre tenho isso em mente e toda vez que vou dar alguma bronca nele, penso nisso. Pode ser que um dia eu perca a paciência e grite com ele? Pode até ser, mas vou sempre tentar evitar e acredito que quanto antes ele entender que quando a mamãe fala não é não mesmo, mais fácil ficam as coisas.

Por este motivo, é importante começar desde cedo a ensiná-los. Eu faço assim: mexeu em algo que não pode, eu vou até ele, me abaixo na mesma altura e digo com voz firme, olhando em seus olhos, porém sem levantar o tom de voz: “não pode!”. Quando vejo que ele entendeu pego algum brinquedo dele e falo: “este pode!”. É muito importante sempre mostrar o que eles podem brincar, pois se você passa o dia falando “não, não, não” a criança pode se sentir perdida sem saber o que ele pode fazer. Faço a mesma coisa quando ele quer subir em algo, ou nas escadas, me abaixo, falo “não” e o levo para onde ele pode brincar.

Não é fácil e em muitos momentos preciso falar várias vezes até ele parar de mexer com o que eu proibi. Precisa ter muita paciência, mas sempre penso que estou fazendo o melhor por ele e por mim também, pois se eu deixar ele fazer o que quer, agora ele é pequeno e fácil de ser contido, mas e quando crescer? Quem segura esse menino?

Uma outra coisa muito importante é ter em mente que se você disse “não” uma vez, não poderá ceder. Isso porque eles estão na fase de testar até onde podem ir e caso você diga que não pode e depois dele chorar você ceder, pronto, ensinou a ele a famosa “birra”, dá próxima vez ele saberá que se chorar um pouco você irá ceder e ficará cada vez mais difícil de ensiná-lo que “não é não”. Quero deixar claro aqui que os bebês pequenos não tem maturidade neurológica para aprenderem a fazer birra e quando choram é por algo que não está bem com eles. A birra começa a aparecer quando eles passam a entender que há limites a serem seguidos e que eles podem tentar “dobrar” os pais com choros, gritos, etc.

Bom, é isso que eu tenho feito para ensiná-lo que nem tudo ele pode. Acredito que esta fase inicial seja muito importante, pois agora que ele está conhecendo um novo mundo, cheio de coisas novas e perigosas. Por isso, estou focando minhas energias em ensiná-lo por meio do diálogo e sem precisar gritar e muito menos bater.

Está funcionando e é impressionante como ele já sabe que alguma coisa não pode e quando tenta (subir as escadas por exemplo) é só eu me aproximar e olhar para ele que ele sai de perto na hora. Sempre que ele me obedece eu elogio muito o comportamento, dou parabéns e muitos beijos no meu pequeno.

E vocês, como estão ensinando limites aos seus filhos?

Beijos,