O amor pelo filho mais velho

19 de dez de 2014

Quando Vítor nasceu eu tinha medo de como seria esse amor. Ainda mais porque ele não chegou como uma explosão e sim veio vindo de mansinho, como se me ensinasse a ir amando ele devagar e cada dia mais. Conforme ele foi crescendo esse amor foi aumentando e todos os dias eu penso que agora já o amo o suficiente, mas aí vem o novo dia e mais amor.

Hoje Vítor não é mais uma bebê, é uma criança, meu molequinho que corre por tudo, me pergunta o porque de todas as coisas e me mostra o quão tem sede de descobrir o mundo em que vive. E além do meu amor, foi crescendo junto um sentimento enorme de orgulho. Cada gesto conquistado, cada palavra nova, cada aprendizado, me fazem amar ainda mais meu filho.

Agora como irmão mais velho, ele me mostra o quanto ama a irmã, o quanto quer sempre cuidá-la e vigiá-la e isso faz com que, mais uma vez, meu coração se encha de amor. Já repararam quantas vezes usei a palavra “amor” neste texto? É porque não há nenhuma outra que possa substituir e mesmo que eu a escreva milhares de vezes, não vou conseguir expressar tudo que eu sinto por ele.

amor pelo filho mais velho

Uma vez uma leitora me perguntou “você consegue amar seu filho mesmo ele não sendo mais um bebê?”. E tenho certeza que hoje eu o amo muito mais do que quando ele era um nenê aqui no meu colo e sei que vai continuar crescendo. Em épocas em que a Mariah me suga demais – não só meu peito, como minha atenção – tenho sentido uma necessidade enorme de grudar no Vítor.

Quero dormir agarrada nele, sentar no chão pra brincar o quanto eu possa, sair para passear só nós dois, correr, jogar bola e tudo que eu conseguir. Sinto falta de nós dois, das horas que passávamos juntos e muitas vezes sinto vontade de chorar por isso. Mas com a chegada da Mariah nossa vida mudou e tenho certeza que pra melhor. Logo ela estará correndo e brincando com a gente também!

O amor pelo filho mais velho aumenta absurdamente com a chegada de outro filho e não tem chance do contrário acontecer. Quando falamos de amor pelos filhos, a conta nunca é divisão ou subtração é só multiplicação!

Beijos,