O choro de mãe

01 de out de 2013

Ontem eu chorei. Ali, deitada da cama com o Vítor, eu comecei a chorar. Um choro de felicidade, de saudade do que ainda não passou. As lágrimas começaram a escorrer e entre risos e conversas, Vítor falava “limpa mamãe, limpa”. Geralmente ele se desespera ao me ver chorar, mas acredito que ele entendeu que não era um choro de tristeza.

Chorei por sentir uma alegria imensa, que não cabia no peito de estar ali, desfrutando de momentos tão simples e únicos com meu filho. Era uma manhã como outra qualquer, estávamos sentados no chão do quarto dele brincando de trenzinhos, fazendo portais para que eles passassem embaixo. Depois deitamos na cama e ele me pediu para ler livrinhos.

Foi aí, nesse momento, em que o choro veio. Junto com a felicidade de poder estar com ele, curtindo aproveitando, me veio a nítida lembrança de um futuro breve, em que sentirei saudades absurdas desses nossos momentos.

choro de mãe

Vou sentir falta do tempo em que ele me pedia para construir pontes, castelos e trens. Do tempo em que ele pegava na minha mão, me puxando pro quarto e me pedindo para ler livros, para deitar na cama enquanto ele não adormecesse. Vou sentir saudades do tempo em que eu era o mundo dele e só isso que importava. Que ele só queria ficar com a mamãe, brincar com a mamãe, dormir com a mamãe. Enfim, tudo se resumia a mim.

E que tempo era esse? Esse tempo é o agora, o hoje e me toquei que não podia desperdiçar isso. Filho dá trabalho, cansa, testa a gente o tempo todo, tira a paciência e quase nos enlouquece, mas quem se importa? Toda a alegria e amor que ele me dá já me basta.

Muitas vezes esqueço que esse tempo passa depressa e por isso quis escrever, registrar, para que eu sempre possa ler e me lembrar, em tempo, de poder desfrutar desse menininho que só cresce aqui do meu lado.

Já pode correr e agarrar ele de novo?

Beijos,