O que a maternidade me ensinou

16 de dez de 2014

Quando olho meus filhos e vejo o quanto o tempo passou, o quanto minha vida mudou desde que eles nasceram. Quando me tornei mãe do Vítor, a primeira coisa que aprendi foi que nenhum livro tinha conseguido me preparar para o que eu estava por viver. Nem com relação aos meus sentimentos e muito menos a carga puxada que seria o primeiro mês.

Depois a maternidade foi me mostrando que minha vida passaria a ter outras prioridades e que eu teria que fazer escolhas. Escolhi sempre meus filhos, claro. Com isso perdi alguns amigos que não entendiam mais porque agora minha vida girava em torno de um bebê. Escutei até que eu não podia viver em função de filho. E vou viver em função do que, se agora é só o que me importa? Mas assim como alguns se foram, outros vieram, amigos que falam a mesma língua que eu e puderam entender meu dia a dia de mãe.

Mãe, palavra com tanto significado que eu demorei para acreditar que agora eu era uma. Demorei também para entender a imensidão que ela significa. O amor incondicional, a doação do tempo, do colo e da vida. Descobrir o que realmente era ser mãe me fez dar muito mais valor as coisas que a minha fez e ainda faz por mim. E aí me veio a culpa por não ter reconhecido tantos sacrifícios antes.

Aliás, culpa é algo que eu também aprendi que toda mãe carrega consigo. Nós somos um mundo de culpa! Culpa por ter feito uma coisa ou por não ter feito nada. Culpa por sentir demais, culpa por achar que não sente. Culpa por ter deixado de lado outras coisas, culpa por não querer abrir mão de outras tantas. Mesmo quando não faz sentido, nos sentimos culpadas por alguma coisa, talvez porque a gente se esqueça que continuamos humanas e com isso erraremos diversas vezes.

O tempo que agora é sempre escasso, me faz ter saudades da época em que eu passava as tardes à toa no sofá e reclamava por isso! Hoje virou sonho de consumo, assim como comer bem devagar um prato quente e tomar um bom banho relaxante! A maternidade veio e me mostrou que nós sempre temos tempo, só que não sabemos aproveitar. O desperdiçamos com coisas irrelevantes e quando menos se percebe passou o dia, o mês, o ano.

E assim, esse mesmo tempo cruel faz nossos filhos crescerem de forma absurdamente rápida e muito antes do que imaginamos teremos nossas tardes de ócio no sofá de volta. E aí ficará a saudade da fase louca do início da vida de mãe.

Mãe é para sempre, nunca mais eu vou ser a Mariana dos dias de solteira, das noitadas e da vida de casada antes dos meus filhos nascerem. Não sou mais a mesma amiga de antes, nem a mesma filha e muito menos eu mesma. Hoje estou transformada e acredito que esta é uma versão muito melhor de mim! Meu amor próprio não é mais o que me importa, porque agora meu amor é deles e sempre será.

Beijos,