Os primeiros mil dias do bebê: 10 dicas essenciais

31 de maio de 2016

Olá, quem escreve hoje é a Vanessa Ribeiro fundadora do blog www.mamaedesucesso.com e mãe da Gabi e dos gêmeos Dani e Re. Inscreva-se no blog para participar do treinamento gratuito sobre Empreendedorismo Materno e descubra como você pode empreender a sua paixão. Fui convidada pela Mah para ecsrever sobre os primeiros mil dias de uma criança! Espero que gostem!!

Estudos revelam que os primeiros 1000 dias na vida do bebê são cruciais para o seu desenvolvimento físico e mental na fase adulta.

Esses primeiros 1000 dias consistem em cerca de 270 dias de gestação mais 730 dias de vida até o bebê completar 2 anos.

Eu separei 10 dicas para que seu bebê tenha os melhores primeiros 1000 dias de vida!

Os primeiros mil dias do bebê: 10 dicas essenciais

  1. Alimentação na Gravidez

Fazer uma alimentação equilibrada na gravidez é fundamental não somente para manter a boa forma, mas principalmente para a saúde do bebê. Estudos revelam que os hábitos alimentares da criança começam na gestação. Durante a infância as crianças têm uma grande tendência de gostar dos alimentos que a mãe ingeria na gestação. Não é atoa que a Gabi, minha filha mais velha, ama comida japonesa!

Então, se você quer que o seu filho faça uma alimentação saudável, comece por praticar a alimentação saudável já na gestação. Além disso, o sobrepeso na gestação aumenta os riscos de diabete gestacional e também de obesidade infantil. Evitar a ingestão de bebidas alcóolicas, cigarros também são imprescindíveis na gestação e amamentação.

 

  1. Preparação para o parto

Algumas mulheres têm tendência a optar pela cesárea, outras pelo parto normal, entre outros. Quando falamos de preparação para o parto as muitas mulheres pensam “ela quer me convencer a fazer um parto natural”, mas a ideia aqui não é essa, mas sim que você tenha orientações adequadas de prós e contras de cada uma das opções possíveis.

Preparar-se para o parto ajuda a reduzir a ansiedade que é natural qualquer mãe sentir principalmente no terceiro trimestre da gestação. Preparar-se para o parto também alivia o desconforto natural da gestação. Enfim, é muito importante para que você tome uma decisão consciente e curta a sua gestação. E quando falamos sobre preparação para o parto não há pessoa melhor do que a minha linda amiga e cliente Mariana Bonnás, que é autora deste blog e psicóloga perinatal, para orientá-la. Na dúvida, procure por ela para mais informações.

 

  1. Cuidados emocionais da gestante

A gestação é um momento de muitos conflitos. É tanta gente querendo palpitar na nossa vida que a cabeça parece que uma hora vai explodir. Cuidar das suas emoções é fundamental para a saúde emocional do seu bebê.

Algumas vezes a mulher não estava preparada para a chegada do bebê e até mesmo as que planejaram a gestação sofrem com as inseguranças da maternidade.

Será que eu vou dar conta do recado? Será que terei condições financeiras? Será que terei o apoio do meu marido? Como vou conciliar carreira e maternidade? Entre inúmeros outros questionamentos que se passam pela nossa cabeça.

A dica aqui é: Sempre que qualquer insegurança ou sentimento negativo passar pela sua cabeça diga para o seu bebê: “Vai dar tudo certo”.

Você não tem ideia de como isso fará a diferença para você e para que o seu bebê seja uma criança segura e autoconfiante.

Praticar meditação e uma conversa diária com o bebê também é muito importante para que ele se sinta amado e acolhido. Se os sintomas de tristeza e insegurança estiverem muito fortes, não deixe de procurar ajuda de um psicólogo.

  1. Vacinação

Cuidar para que a vacinação do seu bebê esteja em dia é muito importante, mas além disso, você precisa se preocupar também com a sua saúde, pois você precisa estar bem para cuidar do seu bebê e até mesmo para não transmitir nenhuma doença para ele.

Certamente seu obstetra cuidará disso, mas é importante lembrar que as vacinas recomendadas na gestação são: influenza, hepatite B e a tríplice bacteriana acelular do tipo adulto, que combate difteria, tétano e coqueluche.

 

  1. Amamentação

Certamente você já sabe que a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que a amamentação seja exclusiva até os 6 meses de vida, porém o que muitas mães não sabem é que é recomendável manter a amamentação até os 2 anos mesmo após inserir outros alimentos na alimentação do bebê.

Um grande dilema sobre a amamentação são as dores e machucados no bico dos seios. Preparar a mama e ensinar o bebê a pega correta reduz esses machucados.

De coração eu recomendo que suporte a dor, pois depois que o seu bico se adaptar, amamentar será um momento de prazer para você e não somente para o seu bebê. Amamente-o máximo possível, pois além de garantir a imunidade seu bebê precisa deste ato de amor.

É impressionante como os meus filhos só começaram a ficar doentes depois da amamentação!

O fato é que quanto mais a criança mama no peito, melhor será o desenvolvimento cognitivo e a imunidade dela.

 

  1. Vínculos afetivos

Ao nascer a criança acredita que é parte da mãe. O bebê não sabe se separar da mãe, ele acredita que você e ele são um só!

Conforme vai se desenvolvendo, o bebê começa a perceber que tem o seu próprio corpo.

 

Ter a mãe por perto é extremamente importante para qualquer fase da vida do seu filho, porém no primeiro ano de vida do bebê é fundamental que ele receba os cuidados da mãe.

Na minha opinião, é um ato de crueldade para com a sociedade a mãe ter que voltar ao trabalho quando o bebê tem apenas 4 meses. O futuro do nosso país está nas mãos dos nossos filhos, que por consequência está nas nossas mãos. Separar o bebê da mãe não é somente prejudicial para o bebê, mas para a toda a sociedade que sofrerá com as consequências desta quebra de vínculo afetivo.

Os primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento do caráter e das crenças limitantes e fortalecedoras do seu filho. Portanto se você não pode parar de trabalhar ou busque por um trabalho em homeoffice ou tenha muita cautela na escolha de com quem deixá-lo.

Conforme uma palestra da Drª Ana Escobar (pediatra), um ato de violência (física ou emocional) para com o bebê nos primeiros 1000 dias de vida causará danos cerebrais irrecuperáveis.

O afeto, o carinho e a atenção são fundamentais para o bom desenvolvimento da criança.

É por este motivo que muitas mães optam por trabalhar em casa. Eu sou coach de mães que buscam por mais qualidade de vida e flexibilidade de tempo com os filhos através do homeoffice e tenho clientes que já começam a se programar para trabalhar em casa durante o planejamento da gestação.

 

  1. Alimentação do bebê

É importante se atentar ao desenvolvimento do paladar do seu bebê para que na infância ele coma de tudo. Siga as recomendações do pediatra, respeite os alimentos permitidos para o primeiro ano de vida e introduza a maior variedade possível de alimentos. E lembre-se que excesso de gordura, açúcar e sódio devem ficar longe dos seus filhos.

Outro fator importante de se lembrar é que a sua rotina alimentar será um exemplo para a alimentação do seu bebê!

 

  1. O Sono

Cama compartilhada ou não é um dilema que não será discutido aqui, mas o importante é você se atentar às necessidades de diárias de sono do seu bebê para cada fase do desenvolvimento.

Estudos comprovam que o sono é imprescindível para o desenvolvimento dos hormônios e das células responsáveis pela manutenção do organismo.

Eu quase morri louca tentando impor uma rotina de sono para a minha primeira filha, mas somente na segunda gestação foi que eu descobri que até os 4 meses de vida o bebê não sabe diferenciar o dia da noite, somente a partir dos 6 meses é que você conseguirá ter uma rotina mais controlada para o sono do seu bebê. Peça orientação ao seu pediatra quanto ao tempo de sono necessário para cada idade, mas até os 2 anos o bebê faz pelo menos uma soneca no dia além do período da noite.

  1. As Brincadeiras

Uma coisa que eu costumo dizer para as minhas clientes é que de nada vale trabalhar em casa se elas não derem tempo de qualidade para os filhos.

Sentar no chão, rolar com o bebê, brincar de esconder, fazer sons, imitar animais, tocá-lo com objetos de diferentes texturas são brincadeiras muito importantes para o desenvolvimento do seu bebê. Tenha momentos exclusivos com o seu bebê no decorrer do dia para estimular o vínculo afetivo e o desenvolvimento motor. E nesses momentos se desconecte do celular ou dos a fazeres da casa.

 

  1. Estimular a fala correta

É normal que a gente fale igual criança com nossos bebês, porém desde pequenos eles gravam tudo o que falamos. Quando seu bebê começar a desenvolver a linguagem e dizer as palavras erradas, não o incentive no erro achando engraçadinho, mas também não o repreenda. Estimule a fala correta repetindo aquilo que ele deseja da forma correta. Por exemplo, o Dan e o Re aprenderam a pedir o “Cao Zu”, então ao entregar o que eles estão pedindo eu sempre digo: “aqui está o carro azul”.

Falar pausadamente e separar momentos para leitura com seu pequeno, principalmente a partir de um ano, é muito importante para o desenvolvimento da fala.

Outra dica importante é fazer com que ele observe a sua boca ao repetir as palavras que deseja que ele aprenda.

van e filhos

O que você achou destas dicas? Deixe seu comentário e suas dúvidas, ou me mande um e-mail para vanessa@mamaedesucesso.com, que eu vou adorar te responder.

Espero que vocês tenham gostado da partcipação da Vanessa aqui no blog!

Beijos,