Preparando o filho para a chegada do irmão

19 de set de 2013

Desde antes de ter certeza que estava grávida eu já tinha contado pro Vítor que ele teria um(a) irmãozinho(a). Na verdade, eu tinha tanta certeza, que mesmo com os resultados negativos eu falava pra ele que tinha nenê na barriga da mamãe. Claro que depois de tantos exames dando negativos, eu comecei a pensar em como ficaria o Vítor, caso eu não estivesse grávida.

Mas a boa notícia é que eu realmente estava grávida e depois do tão desejado positivo pude falar com mais certeza sobre isso pra ele.  Sempre pensei que o vínculo entre irmãos devesse nascer ainda na barriga, atenuando o ciúmes do mais velho com a chegada do mais novo. Por isso que eu comecei, logo de início, a falar pro Vítor que tinha nenê na barriga da mamãe.

No começo parecia que ele não entendia muito. Hoje ele vem, levanta a minha blusa dizendo “abi baliga, mamãe!” e fica conversando, falando “pá cá, nenê, pá cá!”. É muito gracinha de se ver.

Outras vezes ele põe o ouvido na barriga e eu imito uma voz de bebê, como se o nenê estivesse respondendo para o Vítor. Ele levanta a cabeça todo sorridente e fala “falou, mamãe, falou!”.

Mesmo achando que ele ainda não entende completamente, eu falo que o nenê vai precisar de cuidados e que o Vitor precisará me ajudar, pois sozinha não conseguirei. Falo depois que o bebê vai crescer e eles serão muito amigos, que um ajudará o outro em tudo. Independente de ser menino ou menina e de serem pessoas distintas, quero sempre cultivar a amizade entre eles. Sempre.

Sei que um pouco de ciúmes será inevitável logo no começo, afinal, outra pessoa estará ganhando a atenção da mamãe. Mas quero sempre mostrar ao Vítor que ele não está excluído da minha relação com a (o) irmã (o) dele, ao contrário, que ele faz parte dela.

Beijos,