Quando o amor brota no coração?

14 de fev de 2013

Eu tinha acabado de descobrir que estava grávida, ainda naquela confusão de sentimentos e me vi desejando não ter meu filho. Eu pensava que ele estava atrapalhando minha vida, que não era hora, que tinha sido uma burrada não me cuidar direitinho.

Tentava fingir para todo mundo que estava feliz da vida, afinal, que gestante que não quer seu filho? Aparentemente toda mulher ama engravidar e eu me sentia culpada de não sentir toda a alegria que eu achava que deveria.

Chorava pelos cantos, escondia de todos – até do marido – meu sentimento negativo. Aí vinham mil pensamentos ruins, que eu estava rejeitando meu filho, que ele estava sentindo tudo aquilo. Ficava com medo dele não estar se desenvolvendo da forma adequada por conta dos meus sentimentos.

Eu sofri muito e sofri calada. Fui a primeira das minhas amigas a engravidar e não tinha ninguém que me sentisse a vontade para falar tudo isso. Até mesmo aqui no blog tinha receio do que as pessoas responderiam a um post que teria tantas palavras tristes. Fiquei sim com medo dos julgamentos que receberia!

A barriga foi crescendo e não fiquei animada em decorar o quarto, fazer o chá de bebê. Comecei a aceitar melhor essa condição, principalmente depois que criei o blog e comecei a escrever e a interagir com outras mães. Mas aquele amor enorme não chegava.

Eu até escrevi aqui sobre esse sentimento que eu não via a hora que aparecesse. Rezava para que ele chegasse junto com o Vítor e apesar de ter sentido um amor enorme, não era o amor que eu estava esperando quando ele nasceu. Eu queria mais, queria aquele amor avassalador, que faria tudo fazer sentido.

Sobre o amor

O que eu quero da vida?

O amor que eu quero sentir

Mais uma vez me desesperei, achando que eu não merecia ser mãe, porque eu não conseguia amar meu filho da forma como todas falavam. Decidi parar de pensar, de me preocupar e viver um dia de cada vez… e o tempo passou…. e o Vítor cresceu… e o amor finalmente chegou!!

Chegou nem sei quando, como ou porque, só sei que ele simplesmente veio encher meu coração. Não fico mais me preocupando se o amor que sinto é como o das outras mães, porque sinto tanto amor, que para mim basta.

Sinto o amor que dá saudade quando ele dorme, que enche os olhos de lágrimas quando vejo uma foto ou vídeo mais “antigo”, que me faz correr se escuto ele chorar, que me dá vontade de voar em cima se escuto alguém levantar a voz pra ele. Aquele amor que dá frio na barriga quando está longe, que não te deixa cogitar a ideia de passar alguns dias distante. Aquele tipo “tudo pra mim”, que renova as energias com um olhar, um abraço ou sorriso e que dá forças para aguentar todas as dificuldades que a maternidade traz consigo.

Não tem tempo de começar a amar, não tem tempo certo para ele chegar, não tem amor igual ao outro. Ele pode vim em qualquer hora ou momento, mas a certeza é que ele chega e manda embora todo medo e culpa que a gente sente no coração!

Beijos,