A difícil missão de ser mãe de dois

08 de abr de 2014

Tudo que ouvi sobre ser mãe de dois é que era mais fácil. Mais fácil no sentido que a gente já está acostumada, já sabe como é cuidar de um bebê e tudo mais e a convivência dos irmãos ajuda muito a distraí-los, quando o menor já começa a interagir.

Aí a Mariah nasceu e apesar de realmente ser mais fácil, de não ser tão cansativo, me deparei com uma situação muito mais difícil: abrir mão de dar atenção para um para dar ao outro. Nunca tinha parado para pensar nisso e foi um “baque” quando percebi o tempo curto que estava tendo para me dedicar ao Vítor.

Logo nos primeiros dias, que não consegui dar nada de atenção pra ele chorei muito, sofri e meu coração ficou muito apertado. Eu olhava pra ele e já queria chorar, queria pegá-lo no colo e poder dar a atenção que ele estava pedindo, mas não conseguia. E como eu sofri! Nossa, parecia que isso não teria mais fim, que para sempre eu ia ter aquela dor no coração.

Mesmo muito feliz com a chegada da Mariah, desejei ela na barriga, só para poder passar mais tempo com ele. A cada comportamento que ele demonstrava sentir minha falta, esmagava meu coração, quase insuportável!

Decidi que não poderia sofrer assim o tempo todo e que deveria ter um jeito de conseguir dar mais atenção. Então comecei a criar um ritmo, coisa que com o Vítor só aconteceu por volta de 1 ano. Com a Mariah, logo nos primeiros dias comecei a colocar a rotina para conseguir dar atenção à ele.

De manhã ela mama por volta de 6h/6:30 e dorme de novo até umas 9h, então consegui ter nossas preguiças na minha cama de manhã de volta. Vítor acorda umas 7h, deita comigo e ficamos ali agarrados até umas 8h, quando a gente vem pra sala. Tomamos café juntos até ela acordar.

Dou mamá de novo, troco fraldas e ela vai para o carrinho ou para a cadeirinha. Geralmente dorme de novo e consigo brincar com ele do que ele quiser. Se ela não dorme, fico com ela no colo ou coloco ela na almofada de amamentar e consigo dar atenção pra ele.

Na hora do almoço geralmente ela acabou de mamar e eu fico com ele e depois o levo para a escola. Ele ficou tãããão feliz o dia que eu falei que o levaria para a escola que percebi o quanto era importante para ele dedicar este meu tempinho para levá-lo.

De tarde eu fico mais tranquila. Por volta de 16:30 dou banho nela e em seguida ela mama. Dorme. Vítor chega 17:30 e consigo dar a janta pra ele e um pouco de atenção até ela pedir para mamar. No começo ela mamava de hora em hora, agora ela dá intervalos maiores, de 2:30 mais ou menos.

Estou usando esse tempo pra ele!

Quando ela mama a primeira mamada da noite, entre 19h e 20h já a coloco no berço e ela apaga. Assim consigo ficar com o Vítor até ele dormir, as 21h. Ela acorda para mamar algumas vezes de madrugada, ele não acorda mais, então é tranquilo!

mãe de dois

Assim tem sido meus dias e toda a dor no coração por não ter tempo para o Vítor tem diminuído. Sei que com o tempo ela vai começar a interagir mais, não vai dormir tanto, mas aí eu adapto de novo nossa rotina, mas fico feliz de ter conseguido uma forma de dar atenção para ele, sem descuidar dela, que mama em livre demanda (a hora que quiser).

Ter meu marido para me ajudar tem sido essencial. Claro que tem dias que não sai tudo assim, tão certinho e aí ele distrai o Vítor (que claro que percebe e chama por mim!), quando estou cuidando da Mariah. Se isso acontece, ele geralmente fica ao meu lado, fazendo carinho no pé dela e é um momento lindo e gostoso entre irmãos!

Quis dividir com vocês essa minha experiência, pois fui pega de surpresa, nunca imaginei que meu coração doeria tanto assim. E quis também dizer como tenho feito para contornar a situação, que além de fazer bem ao meu coração, ainda ajuda para que o Vítor não fique tão enciumado com a irmã, pois ele percebe que eu também dou atenção para ele.

Beijos,