Síndrome mão-pé-boca: minha experiência

30 de mar de 2015

Há um tempo atrás, a Dra Camila, parceira aqui do blog, escreveu um texto sobre a síndrome mão-pé-boca. Eu nunca tinha ouvido falar, mas como ela disse que era bastante comum, achei legal para informar as mães.

Eis que meses depois, Vítor começa a reclamar de dor na boca, depois reparo umas bolinhas nas mãos e me lembro na hora desta doença. Reli tudo que a Dra Camila tinha escrito e tive certeza que era o problema do Vítor. Procurei bolinhas pelos pés e tinham bem poucas, mais nos joelhos.

Por sorte estávamos de médico marcado e quando ele viu os sintomas do Vítor, falou na hora que era mesmo esta síndrome. Fiquei aliviada de saber o que era, mas preocupada, pois o médico disse que as feridas da boca eram bem dolorosas e nem sabia como Vítor ainda estava se alimentando. Passou alguns medicamentos e fomos para casa.

Durante o dia ele reclamou um pouco de dor na boca, mas se alimentou normal e ficou tudo bem. A noite, umas 2h depois que já tinha dormido, ele começou a gritar, como nunca tinha escutado chorar. Corri pro quarto e tentava falar com ele, mas ele só chorava muito, se contorcia e não abria os olhos. Parecia que ele estava tendo um surto e cogitei ir para o hospital.

Meu marido disse que deveria ser as feridas da boca, que provavelmente ele tinha dormido de boca aberta, a língua secou e por isso esta dor enorme. Fiquei tentando acalmá-lo de todos os jeitos e nada. Meu marido teve a ideia de tentarmos passar o spray que diminuía a dor e foi o que fizemos. Como ele chorava de boca aberta, eu o segurei e meu marido espirrou. Rapidinho ele se acalmou.

Eu fiquei bem assustada e decidi dormir junto com ele. Foi ótimo, pois foi praticamente a noite inteira assim, ele começava a chorar, se debatia e eu o acalmava. Não podia passar o spray todas as vezes, então eu o pegava no colo e ficava fazendo carinho até que ele se acalmasse.

sickbaby

Foi uma noite terrível pra mim, nunca o vi sofrer desse jeito. A única coisa que me aliviou foi que ao acordar de manhã ele me perguntou porque eu tinha dormido com ele e disse que ele não tinha acordado nenhuma vez a noite. Então não deve se lembrar de tudo que aconteceu!

Nossa, nunca mais quero passar por isso com meus filhos!! Essa doença dura em torno de 7 a 10 dias e é altamente contagiosa! Tentamos mantê-lo longe da Mariah, mas missão impossível, né? Dois dias depois ela estava com as mesmas bolinhas nas mãos, pés e joelhos. Me desesperei, mas na boca saiu por fora ao invés de por dentro, então ela nem notou que estava com isso!! UFA!!

Pra quem tem bebês ou crianças com os sintomas (clica aqui pra dar uma lida!!), procure um médico e veja quais remédios podem ajudar a aliviar a dor, porque é muito sofrido pra eles!!

Beijos,