Síndrome mão-pé-boca

28 de ago de 2013

O que é síndrome mão-pé-boca?

A síndrome mão-pé-boca é causada por um vírus chamado cosxackie e leva esse nome, pois a sua característica é a presença de feridas avermelhadas na planta dos pés, mãos e interior da garganta. É uma doença altamente infecciosa e de fácil transmissão entre as crianças.

Afeta geralmente crianças abaixo de 5 anos de idade. Nas crianças em fase escolar ocorre com menos frequência e raramente ocorre em adultos. Os surtos são mais frequentes na primavera e no outono.

Como é transmitida?

A transmissão se dá de uma pessoa para outra pelo contato com secreções orofaríngeas e em algumas condições pelo contato direto com as lesões. Pode, ainda, ser transmitida pela “ingestão” do vírus por mãos sujas, alimentos mal lavados ou mal cozidos que tiveram contato com fezes contaminadas.

Quais são os sintomas?

Após um período de incubação que varia de 4 a 6 dias, a criança inicia um quadro de febre de intensidade variável, podendo esta estar ausente em alguns casos.

Habitualmente, após essa fase inicial, a criança apresenta pequenas aftas na região oral, associada a dor intensa, irritação e gânglios aumentados no pescoço. É a chamada estomatite. A seguir, surgem nos pés e nas mãos lesões vesiculosas (como pequenas bolhas) branco-acinzentadas com base avermelhada. As lesões normalmente não coçam e não são dolorosas e podem aparecer também na área da fralda. Em geral o quadro clínico regride entre 5 e 7 dias.

síndrome mão-pé-boca

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é determinado pelo quadro clínico característico. Geralmente não é preciso realizar exames complementares.

Como tratar?

Como nas demais infecções virais, não existe tratamento específico para a patologia. O tratamento tem, então, o objetivo de aliviar os sintomas e inclui: repouso, alimentação leve e aumento da ingesta de líquidos. A febre deve ser controlada com antitérmicos e pode-se usar analgésicos para dor.

Deve-se lembrar que o quadro é auto-limitado e melhora espontaneamente. Em algumas condições, quando o quadro é intenso e as lesões impedem a ingesta de líquidos e hidratação adequada da criança, faz-se necessário a internação para hidratação endovenosa.

Fonte: Livro – Pediatria em consultório e acervo pessoal.

Importante: Segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM), a informação médica via Internet pode complementar, mas nunca substituir a relação pessoal entre o paciente e o médico. Pelas suas limitações, não deve ser instrumento para consultas médicas, diagnóstico clínico, prescrição de medicamentos ou tratamento de doenças e problemas de saúde.

Artigo escrito por: Dra.Camila Mendes Macca – CRM-SP 130.002 – especialista em Alergia e Imunologia. Para entrar em contato com ela, clique aqui e acesse seu site ou pela sua fanpage Clínica de Pediatria Primeiro Passos.

Beijos,