Sinéquia vaginal: experiência

02 de jan de 2015
Quando minha bebê estava com pouco mais de sete meses percebi que havia algo diferente na sua vagina, ao fazer sua higiene para a troca de fraldas percebi que a abertura para a vagina era muito pequena, como ela havia retornado a pouco de uma internação hospitalar brinquei com meu marido “ Essa veio defeituosa, acho que ela vai precisar abri lá em baixo, pois é muito fechada”.
Como trabalho com bebês e já tinha outra filha eu tinha parâmetros para comparação e também havia assistido muitos programas sobre doenças estranhas e em um deles falava sobre garotas que nasciam sem o canal vaginal… pensei mil coisas, foi aí que me deparei com o post “Sinéquia vaginal: será que sua filha tem?” aqui no blog.
Após ler suspeitei que seria isso, mas como brasileiro tem que ver para crer comecei a pesquisar mais sobre o assunto (todas as matérias que achei falavam praticamente a mesma coisa) até encontrar uma com foto e aí tive certeza.
Ouvi e li relatos horrorosos, de que médicos que abriam a força, literalmente rasgando a abertura vaginal e fiquei morrendo de medo de procurar algum médico, mas precisava fazer algo. Levei-a ao pediatra e esse teve receio de fazer algo, pois a abertura existente era do tamanho da cabeça de um cotonete, ou seja, mínima. Fui encaminhada á uma ginecologista e esta achou que a pomada a base de estrogênio (comum para tratar o problema) não seria suficiente para resolver o problema e me encaminhou a um cirurgião pediátrico. Nesse vai e vem passou-se mais de um mês…
Enfim consultei o tal pediatra, muito bem conceituado na região que me esclareceu todas as dúvidas e tratou com tranqüilidade o assunto… ele recomendou a pomada que deve ser aplicada uma vez ao dia com cotonete fazendo uma leve pressão para que a pele comece a abrir, essa massagem ajuda a pomada a agir com mais eficácia. Ele explicou que a sinéquia é tão comum quanto a fimose em meninos, na verdade ela é conhecida como fimose feminina. A aderência acontece pois os lábios da vulva da bebê são pequenos (atrofiados foi a palavra que ele usou) e ficam muito encostadinhos, aí se a criança tem uma assadura acontece aderência.
Algumas crianças já nascem com o problema… no caso da minha, revendo com ele o histórico dela, concluímos que foi resultado de uma assadura grave que ela teve quando esteve internada no hospital, em decorrência do excesso de antibióticos que causaram diarréia.
Como ele explicou, no caso da assadura a pele fica mais fina e frágil, então quando fica muito tempo encostada em outra pele no mesmo estado, elas colam. Para exemplificar imagine que você queime entre seus dedos e ambos fiquem em carne viva, se você deixar os dedos encostados a tendência é que cicatrizem colados. No caso da sinéquia a cirurgia não é recomendada, pois ficaria com a pele sensível formando nova aderência.
Bom, no caso da minha filha, em dez dias usando a pomada e fazendo massagem ela já estava com a abertura normal, retornei a consulta e o médico disse que não havia risco de retornar o problema… nessa ele estava enganado. Aos doze meses, ela novamente com problemas de assadura, dessa vez alergia das fraldas e a sinéquia voltou. Dessa vez já sei o que fazer e já tenho o medicamento, então é só tratar.
Para as mãezinhas que perceberem algo diferente em suas filhas, não se apavorem o tratamento é simples e não causa desconforto para a bebê.
Beijos,