Sinéquia vaginal: será que sua filha tem?

20 de nov de 2013

Sinéquia vaginal: será que sua filha tem?

A sinéquia vaginal, também conhecida como fusão ou aderência dos pequenos lábios vaginais, acomete meninas de até 10 anos, sendo mais frequente até os 2 anos de idade. Como o nome já diz, a sinéquia vaginal ocorre quando os pequenos lábios ficam aderidos, “grudados”.

A causa desta aderência ainda não é conhecida, mas está relacionada a baixa produção de um hormônio chamado estrogênio, pois a sua falta determina uma maior vulnerabilidade a má cicatrização da região. Ainda podemos destacar como causas secundárias as infecções crônicas por higiene inadequada, traumas leves na região ou dermatites, causadas pela fralda ou pela calcinha, o que pode determinar pequenas feridas locais e favorecer a aderência.

Outra causa está associada as características anatômicas locais. Os pequenos lábios das meninas são internos, diferentemente dos das mulheres adultas, mais exteriorizados, e esta característica também facilita a sinéquia vaginal.

A aderência pode levar a infecções e retenção de urina causando dor, mau cheiro, corrimento e irritação da pele da genitália da criança. Em casos mais específicos podem ocorrer infecções urinárias de repetição, sendo o diagnóstico precoce de grande importância.

Os pais normalmente têm dificuldade para identificar o problema, porque o tamanho da sinéquia vaginal é variável. Geralmente o diagnóstico é feito pelo pediatra da criança no exame clínico inicial ou mais tardiamente.

O tratamento é simples, mas será efetivo se as orientações médicas forem seguidas rigorosamente. O tratamento indicado é a utilização de cremes à base de hormônio estrogênio, que ajudam a desprender os lábios vaginais. A pomada deve ser usada com supervisão médica, pois o hor­mônio pode se absorvido e, em doses ou períodos maiores do que os recomendados, pode gerar uma pseudopuberdade precoce, caracterizada por  pigmentação e aparecimento de pelos na genitália.

A cirurgia, indicada com cautela e após avaliação ginecológica, é necessária apenas nos casos de aderências muito acentuadas. Na maioria dos casos a cirurgia não é indicada pois o trauma cirúrgico pode criar uma nova sinéquia vaginal, agora cicatricial, mais grossa e fibrosa.

Lembre-se, o acompanhamento do pediatra é sempre indispensável!

Fontes: Livro – Pediatria em Consultório e acervo pessoal

Importante: Segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM), a informação médica via Internet pode complementar, mas nunca substituir a relação pessoal entre o paciente e o médico. Pelas suas limitações, não deve ser instrumento para consultas médicas, diagnóstico clínico, prescrição de medicamentos ou tratamento de doenças e problemas de saúde.

Artigo escrito por: Dra.Camila Mendes Macca – CRM-SP 130.002 – especialista em Alergia e Imunologia. Para entrar em contato com ela, clique aqui e acesse seu site ou pela sua fanpage Clínica de Pediatria Primeiro Passos.

Gostaria de ver algum artigo aqui? Mande sua sugestão para mah@vidadegestanteemae.com.br

Beijos,