Sobre o amor…

14 de ago de 2012

Preciso confessar: eu não amei meu filho no momento em que descobri que estava grávida. Me culpei, chorei e até pensei que não queria aquela gestação. Nunca tive coragem de falar isso para alguém, por medo do que me falariam, medo de confirmarem como eu me sentia: uma péssima mãe.

Os primeiros meses foram um misto de nervosismo e culpa. Eu me culpava muito por não amar o filho que crescia no meu ventre, por não sentir a alegria mágica que muitas gestantes relatam.

Quando a barriga já estava aparecendo e Vítor chutava sem parar, não me culpava mais tanto e nem pensava que não queria a gravidez, comecei a ficar ansiosa para a chegada dele. Até escrevi em um post que eu não via a hora dele nascer e eu sentir o amor incondicional que as mães sentem, que eu queria tirar as dúvidas do meu coração.

Pois bem, Vítor nasceu e quando olhei pra ele a primeira coisa que pensei foi “ele é muito pequeno!”. Aquele amor que eu tanto estava esperando sentir não veio, eu já o amava, mas não era o amor avassalador que eu esperava sentir.

Culpa novamente. Medo. “Cadê o amor, meu Deus? Por que não sinto tanto amor assim? Sou uma pessoa horrível e não mereço ter um filho!” essas foram só algumas das coisas terríveis que pensei. Me senti péssima, a vontade de chorar vinha o tempo inteiro.

Mais uma vez os meses passaram e de repente me lembrei dessa história da falta de amor. Aonde está o sentimento de culpa, a falta, o espaço vazio?? Foi tomado por um amor, sim, aquele amor avassalador que eu tanto esperava. Um amor desesperado, que transborda e parece que vai explodir.

Quando olho para o meu filho, mal acredito que ele nasceu de mim e sempre penso que queria ter sentido todo esse amor logo no começo, talvez tivesse curtido mais minha gestação e o nascimeto dele. Mas tudo tem seu tempo certo, né?

Beijos,