Trabalhar em casa: pontos positivos e negativos

25 de jul de 2013

[publieditorial]

Já contei aqui sobre o blog ter virado meu trabalho. Para algumas pessoas é estranho e muita gente ainda me pergunta quando vou voltar a atuar como psicóloga. A verdade é que desde que me mudei e precisei me desligar da psicologia, me sentia meio perdida, sem saber ao certo o que eu gostava de fazer.

Aí me veio o Vítor e com ele a ideia de criar o blog. Então descobri que eu amava escrever. Confirmei o fato de também adorar ajudar os outros de alguma forma, mas não imaginei que fosse amar tanto poder escrever sobre a minha história. Às vezes escrevo até parecendo um devaneio e adoro ter a liberdade disso.

Outro ponto super positivo foi o fato de não precisar sair de casa, de poder fazer meu próprio horário. Quando eu sentava aqui, escrevia, postava, respondia e-mails. Só que aí o blog começou a crescer, assim como o Vítor. Ambos começaram a me cobrar mais atenção.

Não dava mais para eu só escrever quando tinha vontade, deixar acumular e-mails e não interagir nas redes sociais. E também não dava mais para deixar o Vítor se distraindo com alguma coisa, porque o que ele queria era a minha atenção.

trabalhar em casaAí a facilidade de trabalhar em casa começou a virar dificuldade. Dificuldade de administrar o tempo, de separar o trabalho da vida pessoal.  Em meio a fraldas, pedidos de atenção, textos, conteúdos e muitos “mamããããe!”, comecei a me sentir completamente perdida. E quanto mais o tempo passava, mais as coisas se embolavam e eu ficava pior.

Foi aí que percebi que tinha que dar um basta. Comprei um caderno e comecei a me organizar. “Dia tal, vou falar sobre tal coisa, na fanpage vou postar isso ou aquilo… As 18h vou desligar o computador, deixar o celular longe e me dedicar só ao meu marido e filho.” Começou a dar certo e finalmente consegui ter tempo para o blog e para o Vítor.

Claro que como tudo tem ciclos, novamente as coisas começaram a apertar e agora só se estabilizarão novamente quando o Vítor for para a escola. Aí sim vou ter o tempo separado entre o trabalho e a vida pessoal. Acredito que dessa forma  conseguirei permanecer sem precisar estar sempre reformulando as coisas. Mas o que importa é que podemos sempre começar novos ciclos e mudar coisas antigas para que a gente continue buscando o principal: ser feliz.

Beijos,