Um dia sem filhos

25 de jun de 2013

Fazia um tempo que eu estava sentindo vontade de ter férias do Vítor. Férias tipo mini férias. Micro férias. Um dia inteiro sem ele para eu poder fazer o que que quisesse, fosse deitar e dormir ou ler um livro. Também andava sentindo vontade de sair à noite, só com meu marido. Ir à um show, escutar música boa, me divertir como antigamente.

Eu não via a hora de ter uma oportunidade dessas, até que ela chegou. Eu teria um casamento de tarde, seríamos padrinhos e por conta disso não ia ter quem ficasse com o Vítor durante a cerimônia. Achei a desculpa perfeita para deixá-lo o dia todo na minha sogra até de noite, quando terminasse a festa do casamento.

Eu estava radiante com a oportunidade! Um dia inteiro só para mim e uma noite com meu marido, festejando o casório de amigos queridos, dançando, me divertindo. Passei a semana toda pensando nisso, planejando.

No dia do casamento, logo depois do almoço Vítor já foi para a casa da vó para que eu pudesse me arrumar e ir. Fiquei com ele na minha sogra o máximo que deu e quando cheguei em casa já era hora de começar a me arrumar. O dia passou voando, quando vi já estava quase atrasada para o casamento.

Estava tudo lindo, perfeito. Durante a cerimônia, meu marido me falou baixinho:

– Hoje vamos aproveitar muito sem o Vítor!

E aí de repente eu me toquei sobre estar sem o Vítor. Nem pensei e respondi:

– E como vamos nos divertir sem ele?

– Foi o que acabei de pensar… – respondeu meu marido.

sem filhos

Depois disso não conseguia pensar em outra coisa a não ser pelo fato do Vítor não estar junto comigo. Assim que terminou a cerimônia liguei pra minha sogra e ela disse que estava tudo bem, que iam levá-lo a uma festa junina. Achei ótimo, mas tive muita vontade de buscá-lo. Meus amigos me convenceram que eu precisaria daquelas horinhas sozinha, com meu marido e que o Vítor estava sendo bem cuidado. Disso eu não tinha dúvidas, mas meu coração parecia doer.

O casamento e a festa foram deliciosos, eu me diverti sim, dei risada, dancei. Mas sempre com aquela sensação de que estava faltando alguma coisa. Sempre com o pensamento no Vítor, querendo buscá-lo, querendo vê-lo. Aí me dei conta que eu nunca mais vou conseguir me divertir como antes.

Não isso sendo algo ruim, mas agora vai sempre me faltar aquele enorme pedacinho que deixei com alguém, vai sempre ficar um vazio no coração, uma vontade doida de correr para buscá-lo. Que a diversão agora é de outra forma, nela tem que caber parquinhos, ter que ser com lugares que tenham brinquedos e coisas que encaixem meu filho junto comigo.

Fiquei pensando se um dia vou me acostumar a sair sem ele, se vou conseguir me distrair e me divertir sem ficar pensando “Vítor, Vítor, Vítor” o tempo todo. Será? Eu acredito que não! Achei super válida a experiência, mas dá próxima vou me programar para levá-lo. Porque quando ele se diverte, eu me divirto também.

Chegar na minha sogra e receber o abraço dele foi a melhor sensação do mundo! A saudade parecia não caber mais em mim e posso dizer que foi uma das melhores sensações que já senti!

Com vocês é assim ou vocês conseguem se desligar e aproveitar?

Beijos,