Uso do adoçante na gravidez

01 de jun de 2011

Uso do adoçante na gravidez

Ontem fui comer canjica na casa dos meus pais e como eles acabaram de mudar, só tinha adoçante. Mesmo já sendo dito pela nutricionista a não utilização, eu coloquei um pouquinho. Hoje, preocupada, fui pesquisar o porque de não ser recomendado o consumo de adoçantes durante a gestação.

Descobri que é devido a algumas substâncias que existem nos adoçantes, como o ciclamato de sódio e a sacarina, que apesar de ainda estarem sendo estudados, já demonstram ser cancerígenos. E isso é pra qualquer pessoa que consumir, não somente para as grávidas, que claro, devem ter mais cuidado. Por isso, os adeptos de refrigerantes light, diet e tudo que tem adoçante, muita cautela!
Fonte: Google
Encontrei uma matéria bem interessante, baseada em artigos científicos, no site RG Nutri, explicando quais os malefícios dos adoçantes para as pessoas, em especial para as gestantes. Confiram:

– Adoçantes sintéticos

Sacarina
Apesar de cruzar a barreira placentária de forma limitada, estudos em ratos não demonstraram efeitos teratogênicos, ou seja, não são capazes de produzir danos ao feto ou embrião durante a gravidez. Porém como existem ainda poucos estudos comprovando ou não os riscos da sacarina para fetos humanos, o uso deste adoçante deve ser evitado durante a gestação de forma preventiva. De qualquer forma, não há relatos da associação entre a exposição à sacarina durante a vida fetal e o surgimento de câncer, posteriormente. Algumas evidências demonstram que a sacarina teria um efeito de aumento progressivo de sua concentração no leite humano, após ingestões repetidas dessa substância. Não existem recomendações oficiais quanto ao uso de sacarina durante a amamentação, porém, é prudente evitar seu uso. A sacarina foi um dos edulcorantes que sofreu redução na recomendação de consumo pela ANVISA. Passou de 22 a 30 mg por 100ml de produto para 10 a 15mg por 100ml. O limite diário máximo recomendado é de 5mg por kilo de peso.

Ciclamato de sódio
Suspeita-se que o ciclamato possa causar efeitos citogenéticos (na constituição genética da célula) sobre linfócitos humanos. Porém, até hoje não existem relatos de malformações e problemas comportamentais nos fetos expostos ao ciclamato. O ciclamato também teve suas quantidades ateradas pela ANVISA. Diminuiu de 97 a 130mg para 40 a 56mg por 100ml de produto. O limite diário máximo ficou em 11mg/kilo de peso.

Aspartame
Segundo estudos da atualidade, a ingestão de produtos que contenham aspartame durante a gestação é considerada segura, desde que não haja excesso no consumo. No entanto, poucos estudos têm avaliado este tema e a maioria dos profissionais da saúde opta por restringir o aspartame na gestação. Após sua ingestão, o aspartame se decompõe no intestino em metanol, aspartato e fenilalanina, então inclusive durante a gravidez, indivíduos com fenilcetonúria devem evitar seu consumo. Metanol e ácido aspártico não são considerados tóxicos para o feto, nas doses consumidas por humanos. Para aspartame, os limites da ANVISA mantiveram-se os mesmos, de 56 a 75mg por 100ml de produto, e o limite diário máximo continua 40mg/kilo de peso.

Sucralose
Assim como o aspartame, a sucralose pode provocar crises de enxaqueca em pacientes propensos. A sucralose não apresenta riscos carcinogênicos, neurológicos ou reprodutivos para os seres humanos, segundo estudos recentes. Não existem dados disponíveis de recomendações para uso durante a gestação ou lactação.

Acessulfame-K
Segundo evidências recentes, o acessulfame-k não é considerado tóxico, carcinogênico ou mutagênico em ani­mais. Não existem estudos controlados em humanos nem dados sobre o uso desse adoçante durante a lactação. O limite de uso manteve-se inalterado segundo a ANVISA, de 26 a 35mg por 100ml. O limite diário recomendado é de 15mg por quilo de peso.

– Adoçantes Naturais

Estévia
Estudos em animais e humanos indicam que esse adoçante possui propriedades anti-hiperten­sivas, reduz a glicemia pós-prandial de pacientes com diabetes tipo 2 e pode modificar o resultado de testes de tolerância à glicose, reduzindo significativamente os níveis de glicemia. Portanto, a estévia deve ser evitada antes da realização de exames de rastreamento ou diagnóstico de diabetes durante a gestação. Em animais, não produziu efeitos adversos sobre a gestação. Não foi oficialmente classificado pela FDA quanto à possíveis riscos na gravidez, e também não existem dados disponíveis sobre seu uso durante a lactação.
Frutose
Extraída de frutas ou do mel, é o mais doce dos edulcorantes naturais. Deve ser consumido por diabéticos somente sob supervisão médica.

Manitol
Extraído de frutas, pode ser usado na fabricação de edulcorantes, na fabricação de resinas e plásticos e como fármaco em várias doenças.
 
Sorbitol
Tem as mesmas vantagens e inconveniências da frutose, podendo causar diarréia se consumido em excesso. É geralmente usado na fabricação de gomas de mascar “sem açúcar”.
 
Sacarose
Não recomendada para diabéticos, é extraída da cana-de-açúcar ou da beterraba branca.


A melhor conduta durante a gravidez é evitar o uso dos adoçantes em produtos industrializados e evitar adicionar adoçante às bebidas, afinal como os estudos ainda são muito recentes e inconclusivos, sendo a prevenção ainda é a melhor opção. Se for necessário o uso de adoçantes, o ideal é seguir as recomendações de consumo.
Aconselho que todos que, grávidas ou não, costumam utilizar adoçantes em seus alimentos, leiam este artigo, pois apesar de ser mais prejudicial para as gestantes, os danos podem ser causados em qualquer um.
Beijos